sábado, 13 de julho de 2013

MENTIRA TEM PERNAS CURTAS

(*) Valdir Cardoso

Ao conseguir a aprovação da Câmara de Vereadores para contratar empréstimo de R$ 420.000.000,00 (Quatrocentos e vinte milhões de Reais), processo iniciado na administração do seu antecessor N. Trad Filho, o prefeito “Alcides PP11 Bernal "As Pessoas em Primeiro Lugar”, jogou por terra todas as críticas e acusações que fez contra as administrações de André Puccinelli e Trad Filho, quando ao assumir, sem ter conhecimento da real situação financeira da Prefeitura de Campo Grande ao afirmar que recebia um município praticamente quebrado e sem dinheiro em caixa.



Prefeitura que tem mais de 600 milhões de Reais em Caixa e CAPACIDADE DE ENDIVIDAMENTO para pleitear empréstimos de quase Quinhentos Milhões para aplicar em obras de infraestrutura e mobilidade urbana não pode de forma alguma ser incluída no rol dos municípios com problemas financeiros e dificuldades para o sucessor governar.

O prefeito Alcides Bernal não desceu do palanque até porque ainda não “caiu a ficha” de que ele foi eleito para suceder dois prefeitos que, nos últimos 16 anos, transformaram Campo Grande em uma cidade boa para se viver, porém com problemas iguais aos das demais metrópoles do País, principalmente nas áreas de saúde e transportes.

Dizer que seus antecessores foram maus administradores é uma heresia, para não dizer uma demagogia descarada e uma mentira deslavada que não aguenta qualquer tipo de questionamento.

Nem os detratores de André Puccinelli e N. Trad Filho, dentre os quais eu me incluo, principalmente em relação ao antecessor de Bernal, podem admitir que a Capital Sul mato-grossense fosse mal administrada e muito menos dizer que não recebeu grande apoio do Governo Federal nos governos de Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Bernal, que não desce do palanque, quer plantar na cabeça do povo que ele está sendo prejudicado pelas administrações anteriores, pela Câmara de Vereadores e até pela sombra do N. Trad Filho, mas na verdade está atrapalhado pela fragilidade da sua equipe de governo, formada na maioria por figuras inexpressivas e sem conhecimento técnico, com raras exceções (Chadid, Semy Ferraz e Santini), que – não se sabe se por ordem do prefeito ou por decisão própria – que emperram a máquina pública, transformando o slogan da administração “AS PESSOAS EM PRIMEIRO LUGAR” para “A GENTE EM PRIMEIRO LUGAR”, como se fossem donos do mundo e não devessem satisfação aos munícipes que pagam seus impostos e garantem os seus salários.

Neste momento Campo Grande precisa de uma administração que não atrapalhe o seu crescimento quer por incompetência, quer por desejo de enxovalhar as administrações anteriores. ACORDA BERNAL!


(*) O autor é jornalista e foi vereador, deputado estadual, presidente da Câmara de Vereadores da Capital e prefeito de Campo Grande. É diretor do Site www.ojornalms.com.br

terça-feira, 9 de julho de 2013

EU PROVO: EXISTIU E EXISTE POLÍTICO HONESTO

*Valdir Cardoso

Generalizar tem sido um dos mais graves defeitos dos nossos meios de comunicação social ao longo dos tempos, principalmente quando se aventuram na análise do comportamento de membros de determinadas profissões liberais ou enquadrar nossos representantes, eleitos pelo nosso voto, que são os políticos, colocando todos – gatos e ratos – em um mesmo saco fétido, podre e nojento.

Eduardo Contar Filho (Foto: Arquivo Pessoal)
 
Quem nunca ouviu alguém dizer: “Deputado, tudo ladrão, mensaleiro”; “Médico, integrante da “máfia de branco”; “advogado, chicaneiro, defende bandido”; “jornalista, tudo mordedor”, “todo empresário é sonegador”, e “toda mulher que casa com jogador de futebol é Maria Chuteira”“? Isto é um flagrante de generalização descabida.

Muitas vezes surgem grupos na imprensa que usam os meios de comunicação, que deveriam servir para defender as boas causas, mas que se aproveitam para abrir as portas dos Governos corruptos (não se esqueçam, eleitos por nós) e praticar as maiores falcatruas, usando a força de seus veículos para chantagear e até enlamear aqueles que não cedem, não compram espaços na imprensa mais do que marrom. São, na verdade, de um matiz mais escuro, da cor do fundo do poço dos infernos. Como não devemos generalizar, entendam que nem todos os grupos que comandam a mídia agem desta forma. Há, com certeza, uma minoria que prima pela ética e pela defesa do bem estar coletivo, da valorização do ser humano e da cultura nacional.


Dito isto de uma forma pouco acadêmica pode parecer que esteja tentando defender político ladrão e corrupto, médico que trai o juramento de Hipócrates, advogado chicaneiro ou jornalista mordedor. O que existe, e por isso não podemos julgar sem conhecer muito de perto o comportamento de cada um é uma maioria que denigre a imagem de instituições sérias, seculares, mas também é verdade, repito, há uma minoria que deixa de lado o espírito corporativista e se filia, sem convite, ao grupo que coloca o bem de todos acima dos interesses pessoais.

Feito este preâmbulo devo me reportar que em todos os setores ainda existem pessoas honestas participando profissional ou politicamente de atividades que dignificam a raça humana.

Como já percorri uma boa parte da caminhada que a mim foi destinada nesta minha passagem pelo mundo terreno, me permito, mesmo sabendo que não vou agradar a todos, dizer que no meio político tive o privilégio de conviver com personalidades que classifico como exemplos a serem seguidos, pois dignificaram as instituições às quais serviram ou representaram, pelo comportamento ético e elevado grau de honestidade que demonstram em todos os momentos.

 Wilson Fadul (Foto: Reprodução)

Tenho a petulância de citar apenas alguns que podem representar a galera do bem que por aqui exerceram ou ainda exercem suas atividades e deixaram suas marcas através de atitudes corretas. Sem ordem alfabética ou de preferência pessoal estes são os meus ídolos que não permitem a generalização desenfreada:






PLÍNIO BARBOSA MARTINS, advogado, auditor da 9ª Região Militar, vereador, prefeito de Campo Grande e Deputado Federal; EDUARDO CONTAR FILHO, advogado, presidente do BEMAT (Banco do Estado de Mato Grosso), vereador, presidente da Câmara Municipal de Campo Grande e deputado Estadual; WALTER DE CASTRO, médico, deputado estadual, deputado federal e presidente da Comissão de Saúde da Câmara Federal; NELSON TRAD, advogado criminalista, vice-prefeito de Campo Grande (cassado pela Ditadura), procurador de Justiça, Secretário de Justiça, deputado estadual, deputado Federal por cinco mandatos consecutivos, líder do PTB na Câmara Federal, 2º secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados; ZENOBIO NEVES DOS SANTOS, natural de Amambai, vereador, deputado estadual de MS por três mandatos, 1º secretário da Mesa Diretora; HERÁCLITO JOSÉ DINIZ DE FIGUEIREDO, engenheiro civil, secretário de Obras de MS, prefeito de Campo Grande;  ROBERTO MOACAR ORRO, deputado Estadual, fundador do MDB (Favor não confundir com o atual PMDB), presidente da Assembleia Legislativa de MS, secretário de Justiça de MS e governador interino de MS; NELSON ASSEF BUAINAIN, médico, dirigente de entidade filantrópica, diretor do PREVISUL e deputado estadual; DOLOR FERREIRA DE ANDRADE, pecuarista, advogado, deputado federal da UDN; WILSON FADUL, Major médico da Força Aérea Brasileira, prefeito de Campo Grande, deputado Federal, ministro da Saúde no governo de João Goulart, presidente do BANERJ (Banco do Estado do Rio de Janeiro no governo de Leonel Brizola), LUDIO MARTINS COELHO, Banqueiro, dirigente da ACRISUL, prefeito de Campo Grande, Senador da República; VICENTE BEZERRA NETO, advogado especialista em assuntos fundiários, sendo um dos autores do Estatuto da Terra, um dos documentos mais importantes e utilizados para a implantação da Reforma Agrária, deputado eleito pelo Partido Comunista em 1945 e cassado logo em seguida, senador da República pelo MDB; ANTONIO MENDES CANALE , deputado estadual, federal, prefeito de Campo Grande e senador da República, 1º secretário do Senado;  ANTONIO LOPES LINS, Nordestino, bancário, superintendente do Banco do Brasil, Deputado Estadual, professor e escritor; LUIZ ALEXANDRE DE OLIVEIRA, advogado, Professor, benemérito da Colônia Japonesa, vice-prefeito de Campo Grande.





A maioria dos citados se conquistou fortuna não foi através das posições que ocuparam na vida pública, mas através do trabalho ou herança de família. A maioria não chegou a ser considerado “rico” e aqueles que saíram “pobres” são chamados pelo próprio povo de “trouxa” porque não se locupletaram do poder.




Mesmo não tendo ocupado cargos eletivos, mas tiveram poder e exerceram influencia (a boa influencia) em entidades de classe e no serviço público não poderia deixar de citar três pessoas que posso apontar como exemplo de lealdade, honestidade e elevado espírito de solidariedade. Pelo menos um deles ficará surpresa com esta declaração de admiração e respeito da minha parte pelo fato do pouco contato que mantivemos.
 São eles: NEY RAMÃO MAGALHÃES, SÍLVIO MENDES AMADO E ABÍLIO LEITE DE BARROS.



NEY MAGALHÃES foi presidente do Sindicato Rural de Ponta Porã, subchefe da Casa Civil no Governo Pedro Pedrossian, Delegado Regional do Ministério da Agricultura em Mato Grosso do Sul. É PRODUTOR RURAL EM Amambai/MS.

 Ney Magalhães (Foto: Arquivo Pessoal)


SILVIO MENDES AMADO , foi um dos primeiros dirigentes da FAMASUL, produtor rural e defensor da classe trabalhadora.

 Silvio Mendes Amado (Foto: Reprodução)


ABILIO LEITE DE BARROS, pantaneiro, advogado formado no Rio de Janeiro, professor, produtor rural, secretário de Educação durante a administração de Plínio Barbosa Martins.


Abilio Leite de Barros (Foto: Reprodução)

Assumo o compromisso de realizar um apanhado sobre a vida de cada uma destas personalidades que sempre pautaram pela defesa das boas causas, pela conduta correta na administração dos bens públicos. Vou pesquisar sobre as atividades de cada um para que fique registrado que eles não estiveram aqui por acaso, mas sim para servir de exemplo a um povo que já não tem semelhante como ponto de referência e que é levado a acreditar que todos são “farinha do mesmo saco”.

Em tempo: Se você é meu amigo e eu te conheço e não citei o seu nome aqui foi por mero esquecimento, o que é natural para alguém que passou dos 60 aninhos. Diplomacia é isso.


(*) O autor é jornalista e foi vereador, presidente da Câmara da Capital, sub-chefe da Casa Civil do Governo de MS, chefe de Gabinete da Secretaria de Saúde Estadual, deputado estadual e prefeito de Campo Grande.

domingo, 30 de junho de 2013

Enquanto isso, no Face...

Na data de hoje, o Diário Oficial da União (DOU) trouxe a publicação da Resolução nº 457 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), presidido pela Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Essa Resolução representa um dos maiores retrocessos da história ambiental brasileira.
A partir de hoje fica autorizado, oficialmente, o tráfico de animais silvestres em território brasileiro.
A partir de hoje fica autorizado, oficialmente, cada cidadão brasileiro ter legalmente a posse e a propriedade de até 10 (DEZ) animais de origem ilegal.
Sem mais nada a dizer…
Para acessar a Resolução 457 do CONAMA CLIQUE AQUI.


Enquanto isso, no Face... Bom dia!


terça-feira, 25 de junho de 2013

BRASILEIRO: PROFISSÃO ESPERANÇA

Entre momentos de extrema confiança nos destinos da Pátria e decepções com lideranças políticas nas quais acreditava cegamente, muito cedo eu aprendi que, apesar de tudo nunca, jamais,  podemos perder as esperanças no futuro da nossa Pátria, fadada a ser, um dia, um País de verdade, comandado por gente honesta e que respeita o dinheiro público, que não massacra indígenas, que não pune produtores que querem trabalhar, que devolve ao cidadão, através da prestação de serviços de qualidade, acesso à Educação, ao lazer, à Cultura, ao direito de ir e vir e ganhos reais que não necessitem de complementação através de enganações como "bolsa família", "bolsa fome zero", "bolsa zuca" e tantas outras artimanhas para acobertar os roubos praticados por aqueles que prometeram tudo e só enganaram.

Ainda garoto, assisti a decepção da minha família (udenista doente... só podia ser doença) lamentar a derrota do Brigadeiro Eduardo Gomes para o esquema do ditador Getúlio Vargas, ao mesmo tempo que via o jovem dr. Wilson Barbosa Martins perder a eleição para prefeito da pequenina Campo Grande em 1950 para o médico Ary Coelho de Oliveira. Nem tudo estava perdido, pois a "nossa" UDN ( União Democrática Nacional), elegia o médico Fernando Corrêa da Costa governador do velho Mato Grosso.
Cinco anos depois, eu já com 10 anos e leitor assíduo da coluna do Carlos Lacerda no Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, espalhava "Santinhos" do candidato a deputado Federal Fernando Alves Ribeiro (Tico) e do general Juarez Távora para presidente da República. O Tico foi eleito, o Juarez perdeu, assim como o candidato a governador Rachid Saldanha Derzi (UDN) perdia para o cuiabano João Ponce de Arruda (PSD).

Vieram outras eleições como a grande alegria com a vitória do conterrâneo Jânio da Silva Quadros, em 1960, a posse do João Goulart (PTB) depois da renúncia do presidente. Logo em seguida fui para São Paulo, mais precisamente para o bairro Campestre em Santo André, onde além de trabalhar em uma fábrica de tacos, aos dezessete anos, morar na casa de um cunhado com idéias "estranhas", para um "udenista" do interior do Mato Grosso. O "Cara" - o cara mesmo - Sebastião Bueno Camargo - era comunista e me falava sobre política. Encurtando a história: o meu cunhado me convenceu que a esquerda era o caminho para o Brasil que eu já sonhava. Sebastião, pai da Maura, da Maria Lucia  e da Sônia, foi casado com a mana Ilda, que aos 83 anos mora em Campo Grande, no Bairro São Conrado. Sebastião DESAPARECEU  em São Paulo nos anos mais terríveis da Ditadura, em 1969. Nunca descobrimos onde seu corpo foi parar ou onde foi "desovado".

Entre esperanças e decepções optei pelo jornalismo e, posteriormente através do DR. PLÍNIO BARBOSA MARTINS ingressei na política partidária pelo extinto MDB. Através do Plínio, conquistei apoio de boa parcela da esquerda campo-grandense ( naquela época existia ideologia) - professor Itamar, os irmãos Eudes e Celso Costa, família Trad, com o Nelson  já punido pela ditadura- conquistando dois mandatos de vereador, sendo que primeiro mandato vereador não tinha nenhum tipo de remuneração, muito menor café da manhã pago pela Câmara.

Este preâmbulo todo só tem um objetivo e, como diria o meu saudoso amigo NELSON TRAD  (O PAI):" É preciso que as pessoas fiquem sabendo  que existimos e mantivemos nossa esperança porque um dia este pais vai mudar, com a gente presente ou após a nossa partida".

E se as mudanças que esperamos durante tantos anos estão acontecendo agora, posso me considerar um privilegiado: Estou presente e continuo sendo BRASILEIRO: PROFISSÃO ESPERANÇA.  

terça-feira, 18 de junho de 2013