sexta-feira, 18 de julho de 2014

ATENÇÃO, CANDIDATOS NOVOS: ESTÁ PROIBIDO FAZER CAMPANHA POLÍTICA!

(*) Valdir Cardoso

A Legislação Eleitoral em vigor impõe uma série de restrições aos candidatos a cargos eletivos nas eleções para renovação da representação política em nível estadual e nacional, com a escolha, através de eleições “livres e democráticas”, para os cargos de deputados federais, estaduais, senadores, governadores, vice governadores, presidente da República e vice presidente, sob a alegação de que as proibições esdrúxulas impediriam o abuso do “poder econômico” por parrte dos “mais ricos”. Hoje só os presidentes de partido e parlamentares com mandaato podem fazer campanha antecipada durante 4, 6 ou 8 anos antes do pleito. 

Pura balela, quando os nossos dignos representantes no Congresso Nacional, logo após a vitória do presidente Lula na eleição para a Presidência da República, em 2002, iniciaram um processo “embromatório” no ano seguinte, batizado de “Reforma Eleitoral” estabelecendo, a partir daí, o engessamento total das campanhas políticas, começando pela proibição da participação de MÚSICOS PROFISSIONAIS nos shows que atraiam milhares de pessoas aos comícios que se transformavam em grandes eventos democráticos gerando ganhos para os artistas, entretenimento para a população e oportunidade aos candidatos mais humildes a dizer ao eleitor que estavam colocando seus nomes à disposição para representá-lo na Câmara Federal ou Assembléia Legislativa, já que a população corria em massa para ver os seus ídolos no palco e acabava descobrindo que um conhecido seu, um amigo querido era postulante a um cargo público.

Este “minuto de fama” era quase um prêmio para o candidato sem nenhum recurso financeiro, pois jamais ele conseguiria reunir 30, 40 mil pessoas para apenas dizer que era candidato sem gastar nenhum tostão, pois o custo do “show” era bancado pelos candidatos aos cargos na majoritária (Presidente, governador e senador) e o “Zé das Couves” estava lá de carona e todo sorridente, mostrando sua terceira dentição produzida através de implantes em uma clínica famosas de Campo Grande. E ganhava voto com isto.
As restrições foram aumentando nos anos seguintes, gerando DESEMPREGO nas gráficas, serigrafias, micro-empresas produtoras de brindes e nas confecções que colocavam no mercado milhões de camisetas promocionais de candidatos a todos os cargos eletivos.

A justificativa dos legisladores, que sempre LEGISLARAM em causa própria, era de que proibindo a participação de cantores de todos os ritmos nos palanques, eliminando brindes e reuniões regadas a refrigerantes da Frutila, arroz carreteiro ou galinhada, diminuiriam os GASTOS DE CAMPANHA e tornariam as oportunidades iguais,. Pura mentira, enganação e estelionato eleitoral praticado pelos nossos dignos representantes no Congresso Nacional, pois a partir das proibições que GERARAM DESEMPREGO e aumentaram a procura pela BOLSA FAMÍLIA e outras modalidades criadas para engambelar o eleitor, o CUSTO DAS CAMPANHAS ELEITORAIS TRIPLICARAM, pois os poderosos usam, agora, os recursos que seriam para promover a campanha eleitoral, em um único “PROJETO DE CAMPANHA”: que é a pura e desavergonhada COMPRA DE VOTOS, isto porque muitos detentores de mandatos seriam mais vaiados do que a presidente Dilma, quando se atreve a participar de atividades públicas.

E o pior, os “legisladores” seriam vaiados em eventos por eles patrocinados, pois muitos não têm coragem de encarar o eleitor “olho no olho", pois o cidadão acompanha tudo em tempo real e sabe quem trabalha e quem são aqueles que vivem anunciando que liberaram tantos e tantos milhões para os municípios, estados e instituições filantrópicas. Tudo balela. Tudo propaganda enganosa e fruto das maracutaias implantadas a partir da “Constituição Cidadã”, que criou as famigeradas “Emendas Parlamentares”, que servem para deputados e senadores, transformados em office-boy’s de luxo, liberarem dinheiro público – recursos que Estados, municípios e entidades filantrópicas tem direito de participação no Orçamento da União- como se estivessem dando um “presente” e que o recurso lhes pertencesse, chegando ao cúmulo de aumentar seu patrimônio pessoal em milhões de reais, dinheiro proveniente de propinas recebidas através da concessão de emendas parlamentares, fatos comprovados em vários Estados da federação.

Isto vai acabar, sabem quando? Quando as pessoas elegerem representantes que vão Legislar para a maioria, começando por acabar com a REELEIÇÃO EM TODOS OS NÍVEIS, pois os parlamentares legislam em causa própria,mas um novo Congresso vai, com certeza, acabar com os privilégios da classe política, promovendo assim uma verdadeira RENOVAÇÃO nos quadros de representantes do povo, pois a reeleição indiscriminada impede que jovens ou pessoas sem mandato consigam pelo menos dizer ao povo: EU SOU CANDIDATO.

Neste pleito, se não ocorrer uma Reforma Eleitoral verdadeira, usarei pela última vez um recurso que ainda sobra: a pintura de muros com o nome e número do candidato, pois para o pleito de 2016 já estará em vigor mais esta restrição. A volta da participação de artistas em showmícios é um compromisso da minha campanha.

É importante frisar, já que nossos representantes chegam ao cúmulo de criticar a JUSTIÇA ELEITORAL como se ela fosse a responsável pelo engessamento e proibições existentes na Legislação: A JUSTIÇA ELEITORAL, apenas cumpre a sua função que é exigir o cumprimento da Lei e quem elabora as Leis e as aprovam são os membros do Congresso Nacional e, em alguns casos, aprovam MEDIDAS PROVISÓRIAS , emitidas pelo Executivo (outra excrecência).


É hora de votar para mudar,mudar com segurança e renovar com idéias e experiência.

(*) o autor é jornalista e foi prefeito de Campo Grande, vereador por dois mandatos, presidente da Câmara Municipal, deputado estadual, chefe de Gabinete da Secretaria de estado da Saúde e sub-chefe da Casa Civil e assessor especial do Governador Pedro Pedrossian. É candidato a deputado federal pelo PSDB com Reinaldo Azambuja, governador.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Bancada feminina deve dobrar na Assembleia Legislativa de MS


Valdir Cardoso (*)  


Com apenas duas mulheres entre os integrantes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a presença feminina poderá, no mínimo, dobrar na próxima legislatura, uma vez que o número de pré-candidatas com forte potencial eleitoral é significativo, com os partidos se preocupando em lançar nomes de peso para preencher as vagas destinadas, por Lei, à representantes do sexo feminino.
Além das deputadas Mara Caseiro (PT do B) e Dione Hashioka, (PSDB?), que serão candidatas à reeleição, só em Campo Grande duas pré-candidatas com inegável folha de serviços prestados à comunidade poderão, com certeza, estar entre os 24 representantes do povo no Legislativo sul-mato-grossense.
Tereza Name a Antonieta Amorim
Trata-se da benemérita, assim chamada sem nenhum exagero, Tereza Name (PSD), irmã do deputado Jerson Domingos e esposa do empresário Jamil Name, que tem na sua história um trabalho social executado há mais de três décadas em favor das pessoas menos favorecidas, mesmo quando não tinha e nem disputava cargos eletivos; e Maria Antonieta Amorim, ex-primeira dama de Campo Grande por oito anos consecutivos, se destacando pela sua preocupação com os problemas sociais, sendo por isso mesmo, também sem nenhum favor uma mulher de valor extraordinário, do mesmo naipe de Tereza Domingos Name, Mara Caseiro e Hashioka.

Todas as coligações fizeram questão de garantir a participação de grande número de mulheres em suas chapas para a disputa das 24 vagas na Assembleia Legislativa e 8 na Câmara Federal, porém os nomes têm sido mantidos em sigilo e só serão conhecidos quando da realização das convenções partidárias que serão até o dia 30 do mês em curso.

AS CHANCES DE CADA UMA

Mara Caseiro (PTdoB)

Vou começar por aquelas que têm mandato:  Em primeiro lugar Mara Caseiro, profissional da área de saúde, ex-prefeita de Eldorado, fez um ótimo trabalho, não ficando naquele “nhem nhem nhem” de votos de pesar e homenagens desregradas, preferindo se posicionar, alertando os governos sobre os descuidos, descasos e problemas de corrupção que provocaram rombos nos cofres públicos com os desvios de recursos que, se não fossem roubados, seriam aplicados na Saúde Pública, na Educação e na Segurança. Pule de 10.


Hashioka, Dione (PSDB)

Em segundo lugar a situação da deputada Dione Hashioka é um pouco mais complicada, pois envolve um sério problema de identidade ideológica e fidelidade política. Seu marido Roberto Hashioka, cria política do ex-deputado Getulio Gideão Bauermeister, está filiado ao PMDB, partido pelo qual foi candidato a deputado federal, obtendo ótima e inesperada votação e logo em seguida conquistou, nas urnas, o direito de retornar ao comando da Prefeitura de Nova Andradina, porém já abandonou o candidato do seu partido, optando pelo apoio ao “adversário” petista.

Como fica a situação da deputada Hashioka?  No mínimo é politicamente estranha, gerando dúvidas se vai seguir a orientação do marido ou se manter fiel ao seu partido, que tem o deputado Reinaldo Azambuja como candidato ao Governo do Estado. Qualquer que seja a sua opção terá o feudo eleitoral restrito à região de Nova Andradina invadido por candidatos fiéis ao representante Tucano ou, caso contrário, por postulantes ligados aos petistas. Não poderá navegar por 90 dias nas águas turvas da política com os pés em duas canoas.
 
Tereza Domingos Name (PSD)

Tereza Name
Filiada ao PSD, presidido por Antônio João Hugo Rodrigues, Dona Tereza Name vem com o apoio do irmão deputado Jerson Domingos (PMDB) e com respaldo no seu trabalho pessoal e no prestígio da família, com amplas chances de expressiva vitória. Dispensa maiores comentários, pois só as pessoas carentes que conhecem o trabalho da Dona Tereza sabem do quanto sua presença é importante, dentro e fora da política.





Maria Antonieta Amorim (PMDB)

Ela que foi primeira Dama de Campo Grande durante oito anos consecutivos, sempre gostou de política desde a mais tenra infância, mas só se revelou para o público em geral quando, na função de recém empossada no cargo responsável pela área social da administração de Nelsinho Trad (2005) “encarou “ as águas que invadiam casas na vila Popular para ajudar no resgate de idosos, crianças e deficientes físicos presos em seus inseguros lares. Surpreendendo bombeiros, “Jipeiros” e voluntários que perguntavam: “Quem é aquela baixinha brigando contra a correnteza?”

Seis anos depois foi eleita suplente do senador Waldemir Moka PMDB), colaborando decisivamente na vitória do peemedebista. Sua história começou assim e terminará depois de muitas vitórias, com certeza.

A LINDA HISTÓRIA DAS MULHERES NA POLÍTICA E NA AÇÃO SOCIAL

Com forte tradição de participação na vida pública na região sul do velho Mato Grosso, desde a redemocratização iniciada com o fim da ditadura comandada por Getúlio Vargas em 1945, as mulheres tiveram como primeira representante a professora Oliva Enciso, que se elegeu vereadora em Campo Grande e posteriormente deputada estadual pela UDN.

Conselheira Marisa Serrano
Em eleições posteriores o Legislativo campo-grandense foi agraciado com a presença de mulheres que ajudaram e ajudam a escrever a linda história da participação feminina na vida pública de Mato Grosso do Sul, sendo elas Nely Elias Bacha, Marisa Serrano, Marilene Moraes Coimbra, Maria Emília Sulzer, Magali Picarelli, Rose Modesto, Carla Stephanini, Luiza Ribeiro e Juliana Zorzo.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul tiveram brilhante participação as ex-deputadas Celina Jallad, Marilu Guimarães e Marilene Moraes Coimbra.

Já na Câmara Federal o Estado teve duas representantes que fizeram história: Marilu Guimarães, que foi também vice-prefeita de Campo Grande, e Marisa Serrano, que após dois mandatos, foi a primeira senadora de MS.

OUTROS NOMES

Tereza Cristina Correa da Costa
Outros nomes estão surgindo nesta eleição, dentre os quais a indicada pelo PMDB para disputar a eleição para o Senado, Simone Tebet, ex-prefeita de Três Lagoas e atual vice-governadora. A advogada Tatiana Ujacov que está tendo o seu como provável candidata pelo PSB; Tereza Cristina Correa da Costa, que pode ser vice de Nelsinho Trad ou candidata a deputada Federal também pelo PSB e vereadora Graziele Machado (PR) que vai tentar ocupar vaga deixada pelo pai (Londres Machado) na Assembleia..

Na verdade o número de candidatas está aumentando consideravelmente, pois os partidos cumprem as exigências da Legislação em vigor que destina 30% das vagas às representantes do sexo feminino.

´(*) O autor é jornalista e foi presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, prefeito da Capital, Deputado Estadual, chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Saúde e sub-chefe da Casa Civil no Governo de Pedro Pedrossian.  




terça-feira, 20 de maio de 2014

Casamento de Cristoffer Krug e Mariane Chiad



No início do mês de maio, tradicionais famílias sul-matogrossenses se uniram através do casamento de Cristoffer e Mariane. Ele é filho casal José Claudio Krug/Dilmari Balen Krug e ela de Mario Jorge Cardoso Chiad/Eliane Figueiredo Pitzschk. Cristoffer e Mariane são formados em Agronomia e estão residindo em Santa Catariana.
Mario Jorge Cardoso Chiad  com Mariane e Cristoffer.
Os familiares de Cristoffer foram pioneiros na região de Chapadão do Sul, vindos do Rio Grande do Sul no final da decada de 60, e os de Mariane descendem de Egipcios, do lado paterno, e de pioneiros vindos de Minas Gerais e São Paulo.


Após a linda cerimônia religiosa celebrada na Igreja de São Francisco,abrilhantada pela harmoniosa voz do odontologo Fernando Chiad Lugo, primo da noiva, mais de 800 convidados, parente e amigos foram recepcionados no Golden Class, numa animada festa festa que reuniu várias gerações das familias dos nubentes, em um ambiente de muita alegria e descontração.


Animação geral na festa de Cristoffer e Mariana. Na foto Dyleine/Mario Roberto Ferreira, Valdir Cardoso, Denas Barbosa Lugo/Angela Cardoso Chiad Lugo.
Ten Cel Paulo Rogerio, Valdir Cardoso, Mario Roberto/Dyleine
Iracy Cardoso Chiad, com os irmãos Ary, Valdir, Ilda e Deoclécio, com a neta Mariane e Cristoffer. 


sexta-feira, 16 de maio de 2014

QUEM VAI PAGAR A CONTA?

 Minha opinião/Valdir Cardoso


Se comprovado ficar, através de fotos, vídeos e outras gravações, a participação de ex-assessores de Alcides Peralta Bernal na invasão da Prefeitura causando danos ao patrimônio público e constrangimento aos funcionários nomeados e no exercício do cargo, quem vai pagar por isso? O advogado Bernal, a Justiça autora da inconsequente Liminar concedida ou aqueles que através das redes sociais, de ambos os lados, incitaram a reação popular, representada por menos de uma centena de simpatizantes do prefeito cassado? Uma coisa é certa, Campo Grande e aqueles que trabalham, produzem e pagam seus impostos à Prefeitura, ao Estado e à União não podem continuar sendo penalizados por atitudes idiotas guiadas por mentes insanas. Campo Grande precisa de paz.

terça-feira, 29 de abril de 2014

"Terceiro Tempo" pode provocar volta de Bernal

Valdir Cardoso (*)





Diante da confirmação das investigações do GAECO envolvendo a figura do prefeito Gilmar Olarte com suposta compra de votos de vereador, fato confirmado por mais de um desembargador, o processo que culminou com a cassação do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) poderá ser considerado nulo de fato e de Direito. O que acontecerá: Se Bernal NÃO recuperar o cargo para o qual foi eleito por mais de 270 mil eleitores campo-grandenses, se tornará o maior MÁRTIR da nossa política regional em todos os tempos com incontestável força eleitoral, porém, se reassumir será, sem sobra de dúvidas, um grande LÍDER com incontestável força eleitoral. Quanto à atual Câmara de vereadores poderá receber o troféu de "A PIOR LEGISLATURA" do período pós-guerra(1945). Vale aqui um registro: O único membro do Poder Legislativo que permaneceu fiel ao ex-prefeito foi, pasmem, a vereadora Luiza Ribeiro (PPS). A única coisa que os áulicos, viúvas do Alcides Bernal, não podem reclamar é da ação do PMDB como Partido, como instituição, pois este era oposição de fato, enquanto outros agiram no submundo do anonimato, nos sujos subterrâneos do Poder. Quanto aos meus amigos, novos "mamadores das tetas" da Prefeitura, um aviso: Desçam do pedestal, pois o poder é efêmero e o de vocês parece ter hora marcada para ruir. Que sejam felizes como futuros desempregados.

Este comentário eu faço embasado em análises de dois experientes jornalistas que não têm nenhum tipo de ligação com Bernal ou com o seu ex-companheiro Gilmar Olarte e posso fazê-lo porque NÃO TENHO O MENOR CONTATO OU COMPROMISSO com a administração de Campo Grande desde o falecimento do deputado Federal NELSON TRAD, pai do ex-prefeito Nelson Trad Filho. Meu único contato com a prefeitura é o recolhimento do ISSQN que faço através da emissão de notas fiscais eletrônicas do meu Site Ojornalms, hoje administrado pelo jornalista Jackson Nogueira.


(*) O autor é ex-diretor do Site www.ojornalms.com.br, foi vereador, presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Deputado Estadual, prefeito de Campo Grande, chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Saúde de Mato Grosso do Sul, sub-chefe de Gabinete da Casa Civil e Assessor Especial do Governador Pedro Pedrossian, foi editor do jornal Diário da Serra, órgão dos Diários Associados, e chefe de reportagem da Sucursal da Folha de Londrina em Mato Grosso. É jornalista há mais de 40 anos.    

sexta-feira, 11 de abril de 2014

SOB SUSPEITA, DELCÍDIO PODE DESISTIR DE DISPUTAR SUCESSÃO DE PUCCINELLI

Diante da renúncia do seu colega senador Gim Argelo (PTB/DF) de ser indicado para o elevado cargo de Ministro do TCU - Tribunal de Contas da União -, por envolvimento em escândalos que remetem à prática de corrupção passiva, e também pelos comprovados envolvimentos do deputado federal, André Vargas(PT/PR),que renunciou ao cargo de vice-presidente da Câmara Federal, parceiro do doleiro Alberto Youssef, o  senador Delcídio Amaral (PT/MS), acusado de envolvimento com ambos e, principalmente, com o famigerado ex-diretor da Petrobras, colega e íntimo do senador sul-mato-grossense, Nelson Cerveró, Delcídio tem sido aconselhado a deixar de processar a impressa e, imediatamente, desistir da sua anunciada candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul na sucessão do governador André Puccinelli. 
Foto Geraado Magela/Agência Senado
Ainda ontem, o Jornal O GLOBO publicou o seguinte texto, altamente corajoso e em defesa da vilipendiada LIBERDADE DE IMPRENSA:

O rio da minha aldeia, por Sandro Vaia
O problema não é fazer ou deixar de fazer. O problema é noticiar.

Embora ainda não tenham sido escritos todos os compêndios sobre a decadência da mídia impressa e a emergência, em seu lugar, das redes sociais, como se a mudança de ambiente e de plataforma de distribuição da informação mudasse a natureza do jornalismo, os políticos, por via das dúvidas, preferem precaver-se a ter que correr atrás do prejuízo.

Foi o que aconteceu com o senador Delcídio Amaral (PT), pantaneiro boa pinta que fez de tudo para sair bem na foto da CPMI dos Correios, aquela que escavou as origens do julgamento do mensalão, que gosta de tuitar loas ao seu São Paulo F.C., e que sonha em ser governador do Mato Grosso do Sul.

Ele entrou com ação inibitória contra o Jornal Correio do Estado de Campo Grande para evitar a publicação de qualquer notícia que vincule seu nome ao do ex-diretor da área internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, demitido depois de ter sido responsabilizado pelas negociações da compra da refinaria de Pasadena.

A notícia que o Correio veiculou foi a de que Cerveró tinha sido indicado ao cargo pelo senador Delcídio — o que não foi invenção e nem vincula o nome do senador a qualquer negociação que seu apadrinhado tenha feito.

Delcídio Amaral, senador 

O jornal de Campo Grande, inclusive, reproduziu notícia recebida da agência Folhapress, da qual é assinante, e que também foi publicada em jornais de circulação nacional, como O Globo, Folha de S.Paulo e Correio Braziliense.

O juiz Wagner Mansur Saad, da 12ª Vara Cível, ameaça multar o jornal em 20 mil reais a cada vez que publicar a informação relacionando os dois nomes, e quer obrigar o veículo a “revelar a fonte”, cuja inviolabilidade é garantida pelo art 5, XIV, da Constituição Federal.

A informação é pública e nacional, mas como o senador quer ser candidato no Mato Grosso do Sul, ele, como Alberto Caieiro, o heterônimo de Fernando Pessoa, tem que cuidar do rio de sua aldeia; ele não é o Tejo, mas é lá que correm os votos de que ele vai precisar.

As investidas contra a imprensa, como já comentamos exaustivamente, estão inseridas no DNA petista, e ainda que haja quem tente racionalizá-las apelando para a necessidade premente de uma suposta “regulação”, o rio da aldeia vai sempre desaguar no mesmo desconforto com o conteúdo.

Não é por acaso que as pouquíssimas entrevistas coletivas dos luminares e guias supremos do partido são dadas a interlocutores devidamente domesticados, e por ato falho ou não, desembocam na mesma ladainha, como foi a declaração de Lula na entrevista desta semana a blogueiros fiéis.

— A gente não pode permitir que, por omissão nossa, as mentiras continuem prevalecendo.

Alguém aí para perguntar “que mentiras”? Ou o que significa “não permitir”?



Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez e "Armênio Guedes, Sereno Guerreito da Liberdade"(editora Barcarolla). E.mail: svaia@uol.com.br

PS:Pronto, “senador dos outros”: Seja macho e processo o Globo, seu antiiigo aliado. Comprou briga ruim e o ”Rei ficou nú”... rsrsr (Valdir Cardoso). 







sexta-feira, 4 de abril de 2014

Valdir Cardoso: “Deixo o comando do O JORNAL MS e volto à política”


Hoje, 04/04/2014 deixei o cargo de Diretor do O JORNAL MS, site que criamos em 2008, com assessoria de vários amigos, dentre os quais o jornalista LAUREANO SECUNDO, e mantive o propósito com imensas dificuldades, em busca da realização de um projeto que fosse desvinculado de qualquer objetivo que não fosse a utilização desta nova forma de fazer jornalismo ético, comprometido com a verdade e com disposição de ser algo avançado, diferente mesmo de tudo que existia em nossa cidade.



Com dois anos de existência, em 2010, quase desistimos, pois o número de acessos mensais não eram animadores, pouco mais de 30 mil visitas em 30 dias, porém com a ajuda de amigos verdadeiros que surgiram na hora certa, como CARLOS EDUARDO NAEGELE, criador e diretor do MIDIAMAX, Advogados Paulo Estevão e Renato Matos e tantos outros, dentre os quais Dennys Altobelli Barbosa Fagundes, Sérgio Mercado e Dyo Neto, fomos recuperando a disposição inicial, totalmente reforçada com a chegada inesperada do parceiro de hoje, jornalista e historiador JACKSON NOGUEIRA SOBRINHO, ao qual entrego o comando do O JORNAL MS durante o período em que estarei envolvido na campanha política comandada pelo deputado REINALDO AZAMBUJA.

O nosso Site, que nasceu um verdadeiro “blogão”, tem hoje uma média mensal de 210 mil acessos mensais, conforme relatório da LOCALWEB, site que monitora nossos acessos.

Meu afastamento preventivo ocorre diante da possibilidade de voltar à vida pública como candidato a deputado federal pela legenda do PSDB, convite que estou levando a sério até porque o momento requer que cada um de nós tenha coragem para enfrentar de peito aberto todos os desafios, pois o povo de Mato Grosso do sul e do Brasil já demonstrou que não está nada contente com as falcatruas promovidas pelos poderosos que se julgam “donos de gado e gente” e que na verdade não são donos nem de suas próprias (ou impróprias?) atitudes que são determinadas por interesses espúrios e condenáveis.


Se for postulante a uma vaga na Câmara Federal, só a minha vontade e a decisão da soberana convenção do meu Partido vai determinar e, também o rumo que o PSDB tomar em benefício de Mato Grosso do Sul e de sua gente. VAMOS RENOVAR, MAS COM EXPERIENCIA E SEGURANÇA, ATÉ PORQUE DEPUTADO TEM QUE SER DO POVO.