quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Delcídio vai conseguir impedir que Zeca volte a comandar o PT?

*) Valdir Cardoso

Apesar de ser um assunto da economia interna do Partido dos Trabalhadores, a escolha do novo presidente do PT em Mato Grosso do Sul, que deverá ocorrer antes do final de 2013, chama a atenção da mídia e até de integrantes de outras agremiações partidárias, que nada têm a ver com os “companheiros” a não ser sérias divergências de ordem comportamental ou ideológica.

A disputa interna, que para os petistas é algo perfeitamente natural, surpreende pela enorme diferença de prestígio e histórico de serviços prestados ao partido que existe entre os dois postulantes ao cargo de maior expressão na hierarquia partidária do PT no Mato Grosso do Sul. Disputam o comando do partido o ex-governador José Orcírio, o Zeca do PT, vereador mais votado no pleito de 2012 na Capital, e o ex-vereador Marquinhos (famoso quem?), que entra na briga com o apoio do senador Delcídio Amaral, que não admite disputar o Governo com o “seu” partido sendo presidido pelo seu “correligionário” e criador.

Ex-governador Zeca do PT, vereador mais votado para a Câmara da Capital no ano passado
A culpa, entretanto, é do próprio líder petista, que comeu o pão que “o Delcídio amassou com o rabo”, disputando uma campanha inglória pelo governo em 2010 e sendo vergonhosamente traído pelo então “companheiro” que abertamente trabalhava pela eleição do adversário, já pensando na eleição de 2014. O ex-governador abriu mão do direito líquido e certo de presidir o partido e comandar as conversações para ampliar as alianças, deixando que o seu correligionário/desafeto indicasse o presidente do Partido, pois o candidato ao Senado “não confiava seu criador e candidato ao Governo”.

Quando o senador anunciou que o presidente seria o ex-vereador “Marquinhos” a maioria dos petistas e gente da mídia entendeu que seria o corumbaense Marquinhos Martins, antigo integrante do Partido e acompanhava o senador desde o seu ingresso no partido em 1999, quando Delcídio deixou o PSDB, após a vitória de Zeca para o Governo. Ledo engano, o escolhido pelo senador “Pavão do Pantanal” era ninguém menos que o ex-vereador Marquinhos, creio que de sobrenome Garcia, que nem na terra de Zé Braquiária é reconhecido como liderança política.

Ex-vereador por Paranaíba, Marcos Garcia

Deu no que deu: o Partido que elegeu a sucessora de Lula, levou um banho de votos em Mato Grosso do Sul e encolheu, diminuindo ainda mais de tamanho na mal conduzida eleição para a Prefeitura da Capital em 2012, quando queimou mais uma liderança ligada ao ex-governador, através da candidatura de Vander Loubet que não recebeu nenhum tipo de apoio do senador, que agora quer por que quer manter o “seu” Marquinhos” na presidência do PT do Zeca.

Integrante da maior corrente que forma a sigla, o ex-governador desta feita não deverá abrir mão de comandar o seu partido, mesmo entendendo que o senador pode ter outra preferência e ser mal agradecido.
Agora, cá entre nós, que nada temos a ver com o PT: Quem tem mais condições de comandar o PT em Mato Grosso do Sul? O ex-governador Zeca do PT ou o Marquinhos “não sei das quantas”?

(*) O autor foi vereador, prefeito de Campo Grande e deputado Estadual. É diretor do jornal eletrônico http://www.ojornalms.com.br/


sábado, 16 de fevereiro de 2013

André e ministro inauguram rodovia Bonito/Bodoquena sonho da população da Região

Um antigo sonho da população da região Sudoeste e do Pantanal está prestes a se tornar realidade: o governo do Mato Grosso do Sul entrega no dia 22 de fevereiro a obra de pavimentação asfáltica de 69,52 quilômetros da rodovia MS-178, que liga os municípios de Bonito e Bodoquena.


Governador André Puccinelli vai inaugurar MS 178 (Foto : Divulgação)
A solenidade terá as presenças do governador André Puccinelli e do ministro do Turismo, Gastão Vieira.

A parte final da obra lançada no final de 2012, pelo governador para pavimentar os últimos 14 quilômetros da rodovia faz parte do programa “MS Forte” e esta sendo executada com recursos viabilizados pela bancada federal do Mato Grosso do Sul, junto ao Governo Federal.

Para o secretário de Obras e Transportes, Wilson Cabral, o asfalto novo entre Bonito e Bodoquena, além de desenvolver o turismo, irá melhorar o transporte, já que o trecho não era pavimentado.

“Sem dúvida irá incrementar o turismo, já que entre estas duas cidades existem várias pousadas”, destacou o secretário, lembrando que o trecho que será inaugurado está sendo finalizado com obras de sinalização.

A pavimentação da rodovia MS-178, ligando Bonito e Bodoquena vai fortalecer o turismo da região Sudoeste e das cidades que integram a Serra da Bodoquena. 

Mais Obras

Outra obra a ser licitada tem um trecho total de 17,041 quilômetros de extensão e liga o Aeroporto de Bonito na MS-178 ao Rio da Prata. O custo estimado do serviço é de R$ 19.313.486.44 (contrapartida do Estado de 10% do valor) com recursos provenientes do Ministério do turismo. O prazo para a conclusão é de 18 meses. “É uma obra que irá reduzir o custo do transporte e irá melhorar a trafegabilidade, segurança e conforto dos usuários”, disse o secretário Wilson Cabral.

Até março também será licitada a restauração de um trecho de 59,84 quilômetros da pavimentação asfáltica da MS-339 entre Miranda (entroncamento com a BR-262) a Bodoquena (entroncamento com a MS-178. O custo estimado da restauração é de R$ 23.513.491,85 com recursos do BNDES.
Da redação com Brasília

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Cruza de Jacaré com Cobra D’água ou projeto Frankenstein Tupiniquim?



(*) Valdir Cardoso

Reinaldo Azambuja (PSDB) para senador e Delcídio Amaral (PT) para governador de MS, chapa sonhada pelos dois visionários sem rumo, que querem o poder a qualquer custo, só seria possível se ambos abandonassem suas respectivas siglas, pois as cúpulas nacionais dos dois partidos já se manifestaram que tal pretensão é impensável e desmoralizaria de uma vez por todas as duas combalidas agremiações.

Senador Delcídio Amaral e o deputado federal Reinaldo Azambuja
Na verdade elas só se unem nos envolvimentos de seus membros nos esquemas do mensalão, onde o PSDB tem o seu representante na pessoa do ex-senador e agora deputado federal Eduardo Azeredo (MG) e o PT tem a primazia de ser o criador do esquema que desviou milhões dos cofres públicos, com vários de seus “astros” condenados a cumprirem penas em regime fechado.

Aqui no Mato Grosso do Sul, onde o senador “petista” aportou com plumagem “tucana”, pouco antes da eleição de 1998, quando ameaçou uma imponderável candidatura a governador, acabou trabalhando na coordenação da campanha de Ricardo Bacha (PSDB) no primeiro turno para, logo em seguida, vislumbrando a possibilidade de vitória de Zeca do PT no segundo turno, virou ponto de referência no esquema de arrecadação de fundos para a vitoriosa campanha petista. Da noite para o dia virou “petista de carteirinha”, mudando de “mala e cuia”, mais com a “mala” do que com a “cuia”.

Depois de galgar posto importante na Petrobras no primeiro ano do Governo petista, o escorregadio engenheiro ganhou do então governador Zeca do PT a secretaria de Infraestrutura para viabilizar sua candidatura ao Senado. Ganhou a eleição usando a máquina petista, mas logo traiu o seu benfeitor, ganhando voo próprio e voando mais alto que uma autêntica garça pantaneira.

Já o deputado Reinaldo Azambuja, devido à sua origem rural, sempre foi declaradamente um homem de direita e de família muito ligada à ADEMAT, entidade que caçava comunista em baixo da cama, embaixo do tapete e, principalmente, nas universidades, movimentos populares e órgãos públicos, começou a sua vida pública como prefeito de Maracaju, cidade que administrou durante oito anos e não conseguiu eleger o sucessor porque se uniu com o até então adversário deputado Ary Rigo, com quem andou de “mãozinhas dadas” até que o ex-secretário da Assembleia foi pego em uma gravação que revelou um forte esquema de corrupção.

A união destas duas figuras se torna muito estranha, até pelas suas histórias que em alguns momentos se cruzam, mas que são até certo ponto antagônicas, e também por pertencerem a partidos que se agridem nacionalmente, com o partido do deputado Reinaldo Azambuja acusando o PT de ter instalado no poder uma máfia para “roubar dinheiro público”, conforme denuncia seguidamente o combativo senador Álvaro Dias (PSDB/Pr), enquanto os petistas acusam os tucanos de terem praticado horrores durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique, dentre os quais o episódio que os petistas classificam de “privataria”.

Esta união espúria, estapafúrdia e até promíscua, questionável sob os pontos de vista ético e ideológico, não se consumará e cada terá que se juntar aos seus, pois até aqui não está dando para saber qual dos dois está tentando enganar mais.

É até possível que no desenrolar dos fatos, com o PMDB lançando o seu candidato à sucessão do governador André Puccinelli, aconteça até uma composição com o PT da presidente Dilma, uma vez que o deputado Reinaldo Azambuja tem hoje a obrigação moral de ser o candidato a governador e dar palanque ao senador Aécio Neves no confronto com a presidente Dilma Rousseff. Delcídio não poderá estar neste palanque. Mudará de partido para estar com Reinaldo ou finalmente vai seguir a orientação nacional de se acertar com o partido do vice-presidente Michel Temer, como deverá ocorrer em todos os Estados.

(*) O autor foi vereador, prefeito de Campo Grande e deputado Estadual. É diretor do jornal eletrônico http://www.ojornalms.com.br/



 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O momento exige muito trabalho


(*) Valdir Cardoso

Esta discussão entre o ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), e o atual Alcides de Jesus Bernal (PP) está até deixando de ser estéril e está chegando ao ponto de ser classificada como histérica. A discussão estéril, normalmente registrada entre adversários políticos, não leva a nada e muitas vezes é até recheada de lances dignos de programas humorísticos, enquanto que a discussão histérica, sem nenhuma pitada de humor, chega as raias do absurdo, com reais prejuízos à população.

Enquanto o ex-prefeito ainda está em busca de um novo rumo depois que deixou o poder desempenhado durante oito anos, o atual, com pouco mais de vinte dias à frente do comando do município, indica que a espetacular vitória nas urnas abalou o seu sistema psicológico fazendo-o perder o rumo e o prumo. Na verdade dá claras demonstrações de que surtou.

Chegando ao cúmulo de levantar suspeitas de que por traz das invasões de áreas públicas estariam políticos “que perderam as eleições”, o prefeito faz uma acusação grave e sem provas, se desentende com o Legislativo, recebe apoio administrativo do governador e, mal agradecido, faz questão de esconder a verdade dando sempre a entender que está sendo discriminado pelo chefe do Poder Executivo Estadual.

Oras, o governador André Puccinelli, mesmo sem o prefeito solicitar, renovou a cedência de quase trezentos funcionários estaduais (pagos pelo Governo) para prestarem serviços aos CEINFs da Prefeitura da Capital, bem como alertou o prefeito Bernal sobre a necessidade da assinatura de convênios para que Campo Grande não fosse prejudicada. O que quer o prefeito? Que o governador convença os vereadores, muitas vezes agredidos pelo novo alcaide, apoiem de olhos fechados todas as suas ações? que o governaor indique pessoas competentes para compor o seu secretariado?

Neste aspecto é preciso reconhecer que pelo menos em uma secretaria a nova administração mudou alguma coisa e foi exatamente na Secretaria da Receita e Controle que tinha um servidor de carreira, Cesar Estoduto, como secretário e foi substituído pelo auditor Fiscal Gustavo Freire que, como primeira medida no posto, tomou uma providência “saneadora”: determinou a troca do número do gabinete do secretário. Anteriormente era o gabinete número 13 e agora passou a ser o número 11. Não se sabe se o novo secretário seja um supersticioso ou não gosta nenhum pouquinho dos aliados petistas. 13 é o número do PT e 11 é o do PP, partido do prefeito.

Possivelmente o secretário encontrou o importante setor da administração sem nenhum tipo de problema e por isto tenha tido tempo de para se preocupar com coisas tão insignificantes.

Exemplo de maturidade e compromisso com sua cidade deu o prefeito Paulo Duarte (PT), que como deputado foi um dos mais ferrenhos críticos do governo peemedebista, imediatamente após a posse procurou o governador afirmando que agora pertence a uma nova sigla – o PC- PARTIDO DE CORUMBÁ.

Mandou bem o prefeito corumbaense que está consciente de que precisa contar com a colaboração de todos, independente de siglas partidárias, porque o objetivo deve ser a melhoria da qualidade de vida da população.

O governador deu a sua resposta realizando um encontro com todos os prefeitos eleitos, colocando-se a disposição para ajudar A TODOS os administradores municipais o que, segundo ele próprio, “não é nenhum favor porque o interesse da população está acima das siglas partidárias e a eleição é coisa do passado”.

A hora é de guardar as armas para as próximas batalhas. É hora de trabalhar em benefício daqueles que pagam os salários dos administradores: o povo.

(*) o autor foi vereador, presidente da Câmara da Capital, prefeito de Campo Grande e deputado estadual. É jornalista e diretor do site http://www.ojornalms.com.br/

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Vamos torcer por Campo Grande, ou não?



(*) Valdir Cardoso 

Críticas exacerbadas ou elogios escancarados em relação ao início da administração do prefeito Alcides Bernal em nada contribuem para melhorar a qualidade de vida dos campo-grandenses. No primeiro caso demonstra raiva e rancor diante de uma derrota até certo ponto inesperada e, pior, total falta de respeito à decisão da maioria do eleitorado da Capital sul-mato-grossense e, NO SEGUNDO, a “babação de ovos” praticada até por alguns que “mamaram” durante anos nas “tetas” da Prefeitura administrada pelo PMDB é uma atitude asquerosa, condenável e oportunista.

Até alguns que bandearam para a campanha do vencedor “depois da onça morta”, no segundo turno, já começam a ver Bernal como a grande liderança estadual. Nada disso. Ele ainda terá que, através do trabalho, muito trabalho, chegar ao patamar de um André Puccinelli, de um Delcídio do Amaral, de um Zeca do PT, de uma Simone Tebet, de um senador Waldemir Moka ou de um Nelsinho Trad.

Todos estes nomes, entre outros, passaram por um aprendizado de muito trabalho e muitos quilômetros rodados. Uma liderança não se forja da noite para o dia.

E o Bernal? Ele não saiu do nada. Ele surgiu depois de um trabalho incansável na mídia para se eleger vereador e deputado com expressivas votações, mas só agora tem a oportunidade de mostrar como agirá na gerencia da nossa cidade, cuja população – mesmo aqueles que votaram contra- torce pelo seu sucesso, pois desejar o insucesso de uma administração é o mesmo que dar um tiro nos próprio pé.

Quem perdeu deve se reorganizar para, no momento oportuno, tentar reconstruir o caminho de volta e os que chegam agora ao comando da cidade terão que trabalhar muito para tentar superar o que foi feito durante as administrações de André Puccinelli e Nelsinho Trad, pois nem os mais ferrenhos adversários podem negar o sucesso absoluto das administrações peemedebistas.

Problemas que estão surgindo neste início de administração são perfeitamente naturais e não servem como indicativo do que será o governo de Bernal e muito menos pode ser debitado à administração passada, pois são fatos que ultrapassam a vontade do administrador.

Portanto vamos, todos nós, torcer para que Campo Grande continue no rumo certo e a sua população tenha, de fato, uma efetiva melhoria na qualidade de vida.

(*) O autor foi prefeito de Campo Grande, vereador, presidente da Câmara Municipal e deputado estadual. É jornalista e editor do Site www.ojornalms.com.br

domingo, 30 de dezembro de 2012

Tapa-buracos, transportes coletivos e Mídia: "As Galinhas dos Ovos de Ouro"


AS GALINHAS DOS OVOS DE OURO


(*) Valdir Cardoso 

A maioria das pessoas bem informadas de Campo Grande tem conhecimento de que durante os últimos oito anos esta palhaçada chamada operação “tapa-buracos”, as concessões para a exploração dos serviços de Transportes Coletivos dadas pela Prefeitura e a Mídia “rateada” – o que vem a calhar - aos áulicos do Poder, foram, sem sombras de dúvidas, as fontes arrecadadoras para a manutenção da estrutura de grupos políticos que integram a “corriola” do já quase ex-prefeito Nelson Trad Filho. Eram estes segmentos as verdadeiras “galinhas dos Ovos de Ouro”.

Sabe-se que é praticamente impossível mensurar quantas toneladas de material betuminoso é aplicado para cobrir os buracos que surgem após qualquer chuvisco na frágil pavimentação dos bairros de Campo Grande, cujas ruas apresentam um verdadeiro retalho em seu leito “carroçável”, nome apropriado, isto porque após o fechamento das “crateras” tais vias ficam parecendo pista para carroças mesmo.

TAPA-BURACOS  

O único serviço que nunca parou durante os oito anos do mandato que expira nas próximas horas foi a operação “tapa-buracos”, terceirizado para duas empresas há mais de seis anos, como se a Prefeitura não tivesse condições para executar tal serviço por administração direta, o que reduziria o seu custo em –pasmem- mais de 60% . E não tem condições mesmo, porque em passado não tão distante tinha e estava preparada, mas hoje c om os maquinários, caminhões etc., estão completamente sucateados pela ação do tempo e de uma gestão imcompetente à frente da secretaria de Obras da Prefeitura.

Muitas vezes este problema foi atacado até certa virulência por vereadores da própria base do prefeito em fim de mandato, dentre os quais dois de seus ex-líderes, que depois dos primeiros “ataques” eram silenciados, possivelmente em troca de algumas benesses em outra área. Outras vezes, os “denunciantes” queriam mesmo era indicar uma nova empreiteira para pegar o rico filão da “galinha dos ovos de ouro”, que sorveu, derreteu e esbanjou recursos que poderiam ter sido aplicados na Saúde e na Educação.

Se falo/escrevo sobre a execução de serviços por administração direta pelas prefeituras é porque tive a oportunidade de, ao assumir a prefeitura de Campo Grande, em menos de duas semanas construímos uma ponte sobre o córrego Segredo, na Rua Euler de Azevedo, no Bairro São Francisco, reestabelecendo o tráfego de veículos para a CopaSul e toda a saída para a BR 080, saída para Rochedo, que estava interrompido a mais de seis meses. Testemunhas estão aí: os antigos comerciantes da região e os verdadeiros executores da obra: Engenheiros José Divino, meu secretário de Obras, hoje aposentado como engenheiro do Município e o também engenheiro Wilson Cabral, atual Secretário de Obras do governador André Puccinelli. Na época, “Cabralzinho” era um engenheiro recém-formado e trabalhava mais de 10 horas por dia, porque a Gestão que tinha como slogan “O Povo no Poder” executava obras por administração direta e economizava para os cofres públicos. FICA A DICA.


TRANSPORTES COLETIVOS

Como é do conhecimento geral, os serviços de transportes coletivos são executados por empresas particulares que, obviamente, visam lucros e são castigadas pelo excesso de “gratuidades” e principalmente, o que é pior, sofrem com o pagamento de propinas a gestores do setor, forçando aí a elaboração de uma planilha falsa, o que ENCARECE o preço da tarifa.

Este setor, aliás, é um dos que o prefeito a ser empossado, Alcides de Jesus Bernal, conhece muito bem até porque foi presidente da Comissão de Transportes da Câmara de Vereadores e já teve o patrocínio da ASSETUR, entidade que reúne as empresas que exploram os transportes coletivos em Campo Grande, em um dos seus programas na mídia.

MÍDIA... SÓ PARA APANIGUADOS

Este também poderá ser um assunto que deve merecer a atenção da próxima administração e da futura Câmara de Vereadores da Capital. Até 31 de dezembro só eram aquinhoados com recursos da verba de divulgação da Prefeitura da Capital aqueles que estavam em uma relação que só o prefeito e o super-secretário Paulo Nahas ( aliás, um dos poucos auxiliares competentes, ao lado de Cesar Estoduto (Receita) e Maria Cecília Amêndola (ex-titular da Educação) tinham acesso. O pobre do assessor de comunicação social só recebia a relação depois de liberada pelo chefe, com os nomes dos apaniguados/beneficiários da verba pública. Um fantoche e por isto mesmo seus antecessores pediram o boné.   

A solução para esta área é simples e tudo indica que o futuro prefeito fará modificações, porque, como homem de imprensa, ele sabe que a imprensa séria (se é que existe...) só recebe o pagamento correspondente às inserções de interesse do Município e não pelos elogios escancarados a um prefeito narcisista.

A solução aqui é simples: Exija principalmente dos sites de notícias RELATÓRIOS DE ACESSO emitidos pelo GOOGLE ANALITIC, que não manipulado, pois existem sites e blogs que não têm nem vinte acessos diários e recebem (só até dia 31/12) valores enormes dos cofres municipais. Isto sem se falar em “devezenquandários”, revistas sem nenhum conteúdo e de circulação duvidosa que eram beneficiadas. Isto precisa acabar, e já.

E O BERNAL, VAI MATAR A GALINHA DOS OVOS DE OURO?

Apostas já são feitas que dificilmente a indústria do “Tapa-buracos” será sepultada, porém é quase certo que aqueles que exigiram mudanças passarão a exigir ações seguras e não a simples troca de empreiteiras para executar os serviços de recuperação da esfarelada malha asfáltica de Campo Grande. A saída repito, mais uma vez, é a imediata recuperação dos equipamentos da Secretaria de Obras e a compra de novos caminhões para atender a demanda da secretaria.

Se ela não executa nenhum serviço, pergunto: Para que serve a onerosa secretaria de Obras?

Este artigo pode até servir de orientação ao prefeito, em relação aos três setores, e deve ser levado a sério porque é assinado, modéstia as favas, é assinado por alguém que já passou por lá e saiu, graças a Deus, de mãos e consciência LIMPAS.

Por outro lado é perfeitamente natural que é de “onde nada se espera é pode sair algo surpreendente... ou nada mesmo”. FICA A DICA.

(*) O autor é jornalista e foi vereador, presidente da Câmara Municipal, prefeito de Campo Grande e deputado estadual. É editor do Site www.ojornalms.com.br  

      

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Prefeito Bernal no Rumo certo


(*) Valdir Cardoso


Não restam dúvidas que foi necessáriaa intervenção de “bombeiros de plantão”, principalmente a providencial ação do coordenador do evento denominado “Amigos da Paz”, Carlos Alberto Assis, para que o atual prefeito, Nelson Trad Filho, e o prefeito eleito, deputado Alcides Bernal, mantivessem o primeiro contato público e cordial, encontro realizado na tarde de sábado no Estádio Elias Gadia.

(Foto Cleber Gellio /midiamax.com)


Os dois administradores deram uma demonstração que finalmente entenderam que Campo Grande e sua gente são muito mais importantes do que suas eventuais divergências ou interesses políticos. 

Deram o primeiro passo para que a Capital de Mato Grosso do Sul continue no “Rumo Certo”, sem que nenhum grupo abra mão de suas convicções e interesses pessoais porque falar em ideologia quando se trata de político brasileiro é uma verdadeira blasfêmia. 

Dando sequencia à demonstração de civilidade na presença de jornalistas e atletas que prestigiaram o tradicional evento esportivo, Bernal e Trad tiveram oportunidade de demonstrar que não é sem razão o apoio popular que têm recebido da população campo-grandense, sendo que o prefeito eleito, além de dirigir brincadeiras a adversários e jornalistas que estiveram contra ele durante a campanha, afirmou textualmente que vai precisar conversar com o prefeito atual e com outros que já passaram pela Prefeitura para “aprender um pouco” com a experiência de seus antecessores, numa clara demonstração de que já desceu do palanque e vai colocar a mão na massa para não decepcionar os seus mais de 270 mil eleitores e tentar conquistar os outros mais de 160 mil que votaram em seu opositor, o deputado federal Edson Giroto. 

Seria o chamado “espírito natalino” que teria movido integrantes das duas principais correntes políticas da capital a darem esta demonstração de que adversários não precisam ser inimigos e muito menos andar de “mãozinha dadas”? Na verdadeprecisam sim agir com responsabilidade e não torcer contra aqueles que terão a obrigação de conduzir com dignidade, entusiasmo e transparência o comando da nossa Campo Grande e da sua população.

A reunião de ontem entre Alcides Bernal e Nelson Trad Filho foi o ponta pé inicial de um relacionamento de respeito mútuo, faltando apenas que o futuro prefeito procure imediatamente aquele que já administrou Campo Grande com inegável sucesso, que é o governador André Puccinelli, que reiteradas vezes tem pregado a união da classe política em benefício do desenvolvimento de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul, demonstrando estar plenamente a vontade para dar a sua contribuição para que Alcides Bernal faça uma administração a altura da expectativa daqueles que lhe confiaram o voto, além de impedir que a Capital perca recursos provenientes de convênios que precisam ser implementados imediatamente.

 Apos o encontro entre Alcides Bernal e André Puccinelli poderemos dizer que o prefeito a ser empossado no primeiro dia de janeiro está realmente no “Rumo Certo”.   E aqueles que amam esta terra abençoada por Deus e habitada por gente trabalhadora agradecem, pois a política da “Terra Arrasada” é coisa do passado. 

(*) O autor é jornalista e foi presidente da Câmara de Vereadores da Capital, prefeito de Campo Grande e deputado estadual. É diretor do Site www.ojornalms.com.br