terça-feira, 4 de agosto de 2015

A PRISÃO DO MELIANTE ZÉ DIRCEU E A COMPRA DO HSBC PELO BRADESCO. DOIS FATOS NORMAIS.




                  Dois fatos importantes ocorridos na segunda feira: A prisão do ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu e a compra do HSBC pelo Bradesco. No caso petista não causou surpresa, uma vez que o próprio já havia tentado habeas corpus preventivo, sabendo que a qualquer momento a Polícia Federal poderia estar batendo na porta da sua mansão portando um mandado de prisão assinado pelo Juiz Sérgio Moro. No caso só cabe uma retificação, pois várias pessoas estão dizendo que ele, o Zé Dirceu do PT, já pode pedir música no Fantástico porque "balançou as redes três vezes" - ou caiu na rede? ao ser preso pela terceira vez. Negativo, pois a primeira, quando era líder estudantil, a prisão foi "anulada" uma vez que o "juiz" que o condenou não tinha credenciais jurídicas para tanto e seus feitos foram em jogos diferentes e lugar de bandido é na cadeia e não no "show da vida".       
                O segundo caso, a compra do HSBC pelo Bradesco precisa ser melhor explicada para não parecer um fato tão estranho, uma vez que o antigo Bamerindus estava sob intervenção do Banco Central por se encontrar em situação pré-falimentar e não valia nenhum tostão furado e foi comprado por uma instituição financeira internacional presente em todo o mundo e, na época, remunerando satisfatoriamente seus acionistas, portanto deve ter investido um grande volume de recursos para que os clientes e o próprio governo não sofressem grandes prejuízos. Apenas para ilustrar: muita gente se lembra de um aventureiro que adquiriu o controle acionário da VASP por um realzinho e teve que "desfazer o negócio", pois foi descoberto que ele não tinha recursos para bancar a recuperação da empresa aérea. Não há nada de estranho na compra e nem na venda do Bamerindus/HSBC ao Bradesco. A prova de que o negócio não foi tão bom assim é só dar uma olhadinha na queda das ações do Bradesco na Bolsa após o fechamento da transação.‪#‎FICAADICA‬.

sábado, 1 de agosto de 2015

NA AMIZADE DOS DOIS, NÓS QUE LEVAMOS FERRO



Valdir Cardoso (*)


           Fica comprovadao, mais uma vez, a promiscuidade no relacionamento, que deveria ser republicano, entre os membros dos Poderes constituídos - Legislativo, Executivo e Judiciário - e órgãos auxiliares, como por exemplo o Tribunal de Contas e até mesmo membro de jornal impresso e acionista de emissora de TV, com a consstatação, através da publicação original do combativo jornal eletrônico TOP MIDIA NEWS, que também divulgamos em nosso Site www.ojornalms.com.br, levando ao conhecimento público o teor de uma conversa gravada pela Polícia Federal, com autorização judicial entre o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, ex-deputado do PSDB, Waldir Neves, e o empresário João Alberto Amorim, acusado nas investigações da Operação LAMA ASFALTICA de ser o chefe de uma quadrilha que fraudava licitações e ter usado dinheiro sujo proveniente da corrupção e por isso apontado também como mentor, ao lado vereador Mário Cesar, presidente da Câmara de Vereadores, do esquema que promoveu a compra de vereadores para cassar o mandato do prefeito eleito Alcides Bernal, para elevar o vice prefeito Gilmar Olarte à chefia do Executivo, mantendo assim o monopólio de suas empresas na execução das obras, coleta de lixo a cargo do município. 
          O Objetivo do encontro que marcaram durante o amável diálogo dos dois, sendo um o presidente da instituição responsável pela fiscalização das contas das prefeituras dos 79 municípios do Estado, das Câmaras de Vereadores, dos três poderes, dentre as quais as contas da Assembléia Legislativa, como órgão auxiliar do Poder, e o empresário acusado de corrupção, seria as tratativas para decidir sobre a escolha do nome de um novo conselheiro para integrar o TCE de Mato Grosso do Sul.
O que causou espécie em tudo isso foi a descoberta da influência que o empreiteiro exercia em todos os setores, a exemplo do que sempre deixou transparecer o conselheiro Waldir Neves, se vangloriando de ter todos os poderes nas mãos. Esta inacreditável parceria entre aquele que tem a caneta para decidir sobre a rejeição de contas e até de promover a cassação de mandatos eletivos e aquele que tem o poder do dinheiro, muito dinheiro sujo para corromper vereadores mequetrefes, é algo antes nunca visto em nosso Estado.
           O perigo desta relação amoral, promíscua mesmo, que poderia culminar em uma possível associação criminosa, até porque o empreiteiro demonstrou não ter medo de nada e o presidente do Tribunal de Contas ser portador de uma subserviência canina. E isto seria o mesmo que o Presidente do Tribunal de Contas da União ligasse para o presidente da Odebrechet ou da Camargo Corrêa para acertar um encontro "naquele lugar de costume" para decidirem quem deva ser o novo conselheiro do órgão fiscalizador, que analisa também os contratos do Governo Federal com as empreiteiras.
         
          Outro fato que deve ficar claro, até porque a repercussão da matéria jornalística foi muito grande e algumas pessoas, por brincadeira ou não, interpretaram o título da manchete de forma jocosa: "João Amorim tinha um relacionamento íntimo com o presidente do TCE". Não tem nada estranho no título, pois amigos de verdade compartilham segredos, projetos e experiências e isto não significa nenhum tipo de "frescura", agora quando dois amigos de boa índole  se encontram se abraçam e até se beijam no rosto, mas quando são bandidos podem fazer qualquer coisa, inclusive montar uma quadrilha para fraudar licitações e roubar os cofres públicos, também sem "frescura", apenas com um enorme desejo de enriquecer ilicitamente. Po outro lado, mesmo sem ter conversado com os autores da matéria, pela minha experiência, posso garantir que o objetivo jornalístico era um só: informar. E os leitores gostaram.

(*) O autor é jornalista há 45 anos, ou mais. Foi editor do jornal DIÁRIO DA SERRA, órgão dos Diários Associados, chefe da Sucursal da Folha de Londrina, vereador por dois mandatos, presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, prefeito da Capital, deputado Estadual, chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Saúde, Assessor especial e sub chefe da Casa Civil no Governo do engenheiro Pedro Pedrossian.   

terça-feira, 28 de julho de 2015

PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS PROCESSA O OJORNAL E QUER INDENIZAÇÃO



   Valdir Cardoso (*)         


INFELIZMENTE a cada dia que passa se confirma a inescrupulosa promiscuidade entre os poderes constituídos - aqui no Mato Grosso do sul -Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Tribunal de Contas que não é um poder, mas sim um órgão auxiliar do Legislativo. Desta feita eu fui, mais uma vez, a vítima temporária da prepotência do presidente do Tribunal de Contas, Waldir Neves Barbosa, que -como sempre apregoa- tem uma enorme força junto ao respeitável Poder Judiciário do Estado- conseguiu derrubar uma decisão de 1ª instância em um processo por "calúnia, injuria e difamação" contra o ojornalms.com.br e minha pessoa, exigindo uma indenização de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) a título de danos morais.
             O Conselheiro Waldir Neves, juntamente com seu irmão Vanildo Neves,  processado por assalto a banco e a um supermercado, antes de ser presidente da Câmara de Vereadores e vice prefeito de Aquidauana, cargos nos quais cometeu inúmeros atos ilícitos, desviando recursos do Legislativo e utilizando máquinas e equipamentos da prefeitura para realizar benfeitorias em sua chácara, ingressou com recurso no Tribunal de Justiça, onde conseguiu derrubar a decisão da Primeira Entrância, apesar do parecer exarado pelo Relator Desembargador Marcelo Raslan, no qual ficou evidenciado não existir crime nenhum nas matérias publicadas no site O Jornalms, do qual tenho o domínio, destacando ainda que a liberdade de imprensa tem que ser respeitada nos regimes democráticos.
            Toda decisão Judicial não deve ser discutida, mas respeitada, cabe, entretanto, o direito daqueles que se julgarem prejudicados  recorrerem aos Tribunais Superiores em busca de JUSTIÇA. E é isto que faremos, ingressando com recurso no STJ e denúncia ao Conselho Nacional de Justiça.
O revisor do processo no TJ reduziu a indenização requerida pelos irmãos Neves Barbosa para R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para cada um dos "ofendidos", fora a condenação das custas processuais e honorários advocatícios.

(*) O autor é jornalista e diretor do Site www.ojornalms.com.br e foi Editor do jornal Diário da Serra, órgão que pertenceu aos Diários Associados, vereador e presidente da Câmara Municipal de Campo Grande/MS, prefeito interino da Capital, chefe de Gabinete da Secretaria de Estado da Saúde, Sub-chefe da Casa Civil e Assessor especial do ex-governador Pedro Pedrossian. É profissional da imprensa há 45 anos. Tem 70 anos de idade.          

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Blog do Valdir Cardoso: ARTIGO: NESTA ZONA NÃO EXISTEM VIRGENS

Blog do Valdir Cardoso: ARTIGO: NESTA ZONA NÃO EXISTEM VIRGENS:         “Somos todos ladrões, corruptos e safados, né? Estratégia do PT nas Redes Sociais”. Valdir Cardoso  (*)      ...

ARTIGO: NESTA ZONA NÃO EXISTEM VIRGENS



       

“Somos todos ladrões, corruptos e safados, né? Estratégia do PT nas Redes Sociais”.


Valdir Cardoso  (*)



                        Partido criado por operários, a maioria com origem nordestina que migrou para o ABC, região dominada pelas multinacionais que se instalaram no País a partir do governo desenvolvimentista de Juscelino Kubistchek, na década de 50, o PT surgiu, mais de 20 depois, para enfrentar o “capitalismo selvagem” que bancava o “golpe” militar implantado no país pelo “imperialismo americano”, que por seu turno defendia a “filial”, evitando que esta caísse nas mãos dos “comunistas” representantes dos “sanguinários” liderados pela União Soviética, que tinham a fama que “comiam criancinhas”.

                     Com este lindo e “irretocável” histórico o Partido dos Trabalhadores ainda demorou quase 20 anos para chegar ao poder, mesmo pregando que veio inicialmente para mudar tudo e substituir o MDB, um movimento que reunia brasileiros, jovens e velhos de todos os matizes e ideologias, comunistas, liberais e nacionalistas, que na eleição indireta elegeu aquele que era o único político da “oposição” (o mineiro Tancredo Neves) para o qual  o “Sistema” – o comando da Ditadura- aceitava entregar o Poder, desde que o histórico “arenista” José Ribamar Sarney fosse o vice presidente da República.

                   Chegando ao Poder em 2002, depois de tentativas frustradas,  se aliando ao capital internacional e com apoio do empresariado, dos intelectuais, artistas  e remanescentes da juventude (já envelhecida) surgida com o movimento contestador de 1968, o Partido dos Trabalhadores, com o sindicalista Luis Inácio da Silva, começou a implantar – com as bençãos da maior potência da imprensa brasileira, a até então contestada Rede Globo – um esquema de divisão entre pobres e ricos; brancos, índios e negros ( que passaram a ser chamados de afrodescendentes), patrões e empregados, para levar vantagens no confronto entre classes, para logo em seguida seguir o caminho percorrido pelo MDB ao se transformar em PMDB, se prostituindo ideologicamente e deixando de ser a “vestal parida” nesse imenso lamaçal de promiscuidade entre os poderes.

                Após mais de 12 anos no poder e  aprimorar os esquemas para saquear os cofres públicos e criar novos mecanismos, através do “Mensalão”, cooptando políticos “adversários” e aparelhando empresas estatais, o PT abandonou a propaganda enganosa que apresentava o Partido como algo diferente dos outros da Direita, das “zelites” e que só aqueles que nasceram pobres, favelados e nordestinos famintos e explorados poderiam salvar o País das mãos daqueles que cresceram trabalhando e promovendo o desenvolvimento.
Agora, com o fracasso no jeito de governar e tendo seus líderes maiores envolvidos em atos de corrupção e com manchas de “batom na cueca”, o PT que se desculpar fazendo uma enorme campanha nas redes sociais para mostrar que “Não somos só nós que roubamos o dinheiro do povo brasileiro” e passam horas nas redes sociais demostrando que o PMDB, o PSDB, que não cumpre compromisso de campanha, e seus aliados também também saqueiam os cofres públicos.

              EM suma, eles querem mostrar que as bandalheiras descobertas durante as investigações da Operação LAVA JATO , em nível nacional, era algo que se praticava aqui no Mato Grosso do Sul há mais tempo pelos seus aliados do PMDB , que nos últimos 20 anos compartilhou o poder com os Tucanos que só não apoiaram o senador Delcidio Amaral para governador porque foram impedidos pelos comandos nacionais dos respectivos partidos. 

            Na verdade a campanha petista, neste momento nas redes sociais tem como base, pano de fundo uma mensagem direta: SOMOS TODOS LADRÕES E OS CULPADOS SÃO VOCÊS, OS ELEITORES QUE NOS ELEGERAM, VENDENDO O VOTO OU BUSCANDO VAANTAGEM PESSOAL. Né?       

(*) O autor é jornalista. Foi vereador, presidente da Câmara de vereadores e prefeito de Campo Grande. É diretor do site www.ojornalms.com.br


ANDRÉ COMENTA INVESTIGAÇÕES




O ex-governador André Puccinelli usou sua página no Faceboock, ontem`(quinta feira/23) para se posicionar a respeito das notícias envolvendo seu nome em investigações em curso pela pela Polícia Federal, Ministério Público e CGU, sendo esta a sua primeira manifestação pública feita após seu regresso do rápido período de férias com a família.
Antes de postar sua posição diante dos fatos amplamente noticiados, o que aconteceu na noite de ontem, o ex governador recebeu em seu escritório dezenas de lideranças da capital e interior, demonstrando tranquilidade e confiança em que os fatos serão devidamente esclarecidos conforme pessoas que estiveram com ele antes da postagem da nota na rede social, que transcrevo abaixo:      


“A respeito de notícias envolvendo meu nome em investigações em curso, tenho a esclarecer neste momento que:

1 - Não tive acesso ao Inquérito Judicial e não fui notificado para me manifestar, por isso, até agora, não tenho conhecimento de quaisquer dos fatos alegados;

2 - Todas as decisões referentes a compras e contratação de serviços de meu governo foram tomadas com base na Lei e mediante orientação jurídica pertinente, pelas Secretarias de Estado, em suas respectivas áreas;

3 - Sempre estive e continuo à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos, inclusive disponibilizando meus sigilos bancário, fiscal e patrimonial, até porque, como bem afirmado pelo magistrado não há indícios de materialidade que envolvam meu nome”.


quinta-feira, 23 de julho de 2015

DESCOBERTA DA OPERAÇÃO "LAMA ASFÁLTICA" PODE ANULAR CASSAÇÃO DE BERNAL



Confirmando a tese do ministro Teori Zavascki, do STF, usando uma metáfora para definir a abrangência da operação LAVA JATO, apontou  que, quando se examina o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público Federal –MPF- e puxa uma “pena sai uma galinha inteira”,  da mesma forma aqui no Mato Grosso do Sul  o trabalho dos órgãos federais vem atingindo com muita força, indistintamente, todos os partidos e lideranças políticas, remetendo até às investigações que visavam confirmar indícios da compra de votos de vereadores campo-grandenses para cassar o mandato do prefeito eleito e empossado no cargo de chefe do Executivo Municipal, Allcides Bernal.

“GARÇA PRETA”

A operação “LAMA ASFÁLTICA”, já comparada àquela que desvenda a robalheira na Petrobras, que inicialmente estaria restrita à apuração de irregularidades em licitações de obras públicas no Estado e na prefeitura da Capital e  em  administrações anteriores e na atual, já passou a ser chamada de “Operação Garça Preta”, igual à teoria do ministro, pois ao “puxar uma pena de garça, sai uma ave preta, toda enlameada de óleo e betume, que bem examinada chega-se à conclusão de se tratar de um imenso urubu”.

Tanto é verdade esta premissa que as apurações foram chegar lá atrás em um episódio misterioso, já quase esquecido pela Justiça e até pela população,  que levou os vereadores a criar a tal da CPI da Inadimplência, requerida pelo vereador Paulo Siufi, que tinha por objetivo principal o pagamento da importância de R$ 4.000.000,00 (Quatro Milhões de Reais) às empresas de João Alberto Amorim, que alguns integrantes do Legislativo pressionavam o então prefeito Alcides Bernal  que segurava a quitação do débito em virtude de ação que corria na Justiça pedindo o cancelamento da licitação, que teria sido fraudada para beneficiar o empreiteiro hoje acusado de irregularidade.

A abrangência das investigações foi tamanha que documentos e gravações foram fragladas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal e conversas entre vereadores e o atual prefeito Gilmar Olarte, em poder do GAECO, na época articulando com dois lobistas que acabaram assinando o pedido de cassação do titular Alcides Bernal e com vários vereadores aos quais o vice prefeito garantia vantagens assim que assumisse o cargo. 

A repercussão desses fatos, que já era do conhecimento de muitos, apesar do processo todo estar  em “segredo de Justiça” e "dormindo" em alguma  gaveta, levantou a lebre" e  o promotor Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha, do Ministério Público Estadual, já reabriu o inquérito para investigar a veracidade da denúncia que apontava a compra de votos.

Ao lado dessa providência do MPE está marcado para o dia 12 de agosto próximo o julgamento da Ação na qual o prefeito eleito Alcides Bernal pede a anulação da decisão tomada pela Comissão Processante, presidida pelo vereador Flávio Cesar (PTdoB), criada com base no relatório da CPI da Inadimplência, que serviu de base para o pedido de cassação formalizado pelos parceiros de Gilmar Olarte, Raimundo Nonato de Carvalho e Luiz Pedro Guimarães, conhecidos e já acusados de serem lobistas. Ambos foram recompensados da administração do vice prefeito que assumiu o cargo de Bernal. O filho de Nonato foi guindado à presidência da EMHA, empresa Municipal de Habitação, e Luiz Pedro, mesmo sem ser nomeado, “operava” em uma sala, com direito a secretária, cafezinho e telefone, ao lado  Gabinete do prefeito. Mandava, segundo ficou comprovado, mais do que o comandante do golpe para assumir o cargo máximo do Executivo.

FINANCIADOR

Durante as investigações, as autoridades interceptaram gravações de conversas entre o ex-prefeito Nelsinho Trad e Raimundo Nonato de Carvalho, bem como do empresário João Amorim com o presidente do Legislativo, quando tratavam da viabilização do projeto para cassar o mandato do eleito para que o seu vice assumisse a Prefeitura .
Neste episódio fica constatado que o verdadeiro comandante do golpe foi o beneficiado pela cassação, sr. Gilmar Olarte, com apoio financeiro oriundo das empresas de João amorim, que agiu desta forma porque se  sentia prejudicado durante a administração de Alcides Bernal e não foi movido por nenhum tipo de interesse político.

BENEFICIADOS

Na verdade, isto confirma também que o ex-governador André Puccinelli não chegou a ter participação no esquema da cassação de Bernal, uma vez que foi uma iniciativa do empreiteiro e dos vereadores que se não levaram vantagens financeiras, pelo menos tiveram vantagens pessoais, fato comprovado com a entrega das mais importantes secretarias aos vereadores Mário Cesar (Receita) , Paulo Siufi (PMDB)  Edyl Albuquerque (PMDB) e Rose Modesto: SAUDE, com vereador Jamal Selem; Planejamento, SEDESC; e Educação (PSDB) entregue à então vereadora Rose Modesto, atual vice-governadora. Isto sem contar com o grande número de nomeações de apaniguados dos vereadores. Até o ex vereador Alceu Bueno ( ex-PSL), que vinha sendo intimado a desocupar uma área pública onde mantém um depósito de material de Construção e não é incomodado pela atual administração, mesmo depois de ter perdido o mandato ao ser acusado, supostamente, da prática de pedofilia.