quinta-feira, 18 de abril de 2013
O POVO QUER SABER: Por que a “briga” entre o “Lixo” e o “Couro Podre”
(*) Valdir Cardoso
A quem interessa a briga que é destacada em dois órgãos da imprensa de Campo Grande que abordam com exagerado rancor uma não comprovada irregularidade na licitação que escolheu a empresa responsável pela coleta do lixo na Capital, de um lado, e de outro o mau cheiro produzido por um curtume instalado no Indubrasil, exalando podridão no ar em uma ampla região habitada por trabalhadores do núcleo industrial?
O cidadão que não tem acesso às informações de bastidores e não tem conhecimento do envolvimento de ”figurinhas carimbadas” em rentáveis negócios com o Poder Público, não sabem que esta manchete tem por objetivo único atrapalhar algum tipo de “maracutaia” praticada por “barões" do “Quarto Poder”, empresários que, concorrentes, utilizam sistematicamente a força da imprensa para “abrir portas e sucatear o erário”, praticando crimes que, nos editoriais, juram de pés juntos combaterem o mal feito em defesa de uma sociedade espoliada e que paga a conta pelos benefícios que tais “personalidades” abocanham em negócios que nada tem a ver com a imprensa, ou melhor, com a boa imprensa.
O que o cidadão, mesmo sem saber dos detalhes, já sentiu que há um mau cheiro terrível por trás e nunca pela frente, desta briguinha entre aprendizes de mafiosos, verdadeiros imitadores de tipos tais como o eternizado no cinema e na literatura através da figura de “Dom Corleone”.
O mau cheiro que vem do “lixo” como o repugnante odor do “couro podre” é o reflexo de uma imprensa que não defende a sociedade e sim os interesses, muitas vezes escusos, de “empresários” que herdam ou montam um órgão de comunicação para pressionar governantes que por temor de campanhas engendradas nos bastidores e até em gabinetes de “representantes do povo”, provocando manchetes escandalosas envolvendo nomes de detentores do poder e até de familiares de governantes. É uma prática antiga e já foi chamada de “imprensa marrom”.
Apenas para antecipar, não se espantem os sul-mato-grossenses se nos próximos dias o “esquema do couro podre” fazer circular a informação de que há pessoas que locam, arrendam ou alugam “equipamentos” a preços exorbitantes, e como resposta a produção do “esquema do lixo” fará uma denúncia contra o “couro podre” acusando-o de não gostar nenhum pouquinho de encostar o umbigo no balcão da Secretaria de Fazenda para recolher impostos, como fazem os empresários de verdade.
E nesta briga entre “O Mar e o Rochedo sempre sobra para o Marisco”, porque na contenda, tanto o “Mar” como o “Rochedo” se locupletam e se lambuzam –“ Que fedor, my god” -, enquanto o marisco, aqui representado pelo empresário que paga seus impostos, pela criança sem acesso ao sistema de saúde, pelo indígena espoliado e usado por anarquistas, pelo produtor rural que vê o seu direito de propriedade com documentação centenária sendo usurpado por demagogos que se postam de defensores dos fracos e oprimidos, enfim sobra para aqueles representantes do povo que não tem uma arma poderosa para “abrir portas”.
A desmoralização da imprensa tradicional, que está sendo engolida – graças à tecnologia – pelas redes sociais – Facebook, principalmente- se dá porque na nova mídia, o jornalista, o homem bem informado e ético, não tem patrão.
(*) O autor é jornalista e foi vereador, presidente da Câmara Municipal, deputado Estadual e prefeito de Campo Grande. É diretor do Site www.ojornalms.com.br
quarta-feira, 27 de março de 2013
Agredir a Família Campo-grandense é jogar “farofa” no ventilador “
(*) Valdir Cardoso
As denúncias contra o prefeito campo-grandense Alcides Bernal (PP), por desrespeitar dispositivos legais, administrativamente, e, de caráter particular, por ter o chefe do Executivo adquirido um imóvel no valor aproximado de R$ 2.000.000,00 (cuja verba seria resto de campanha ou dinheiro sem origem), conforme denúncias publicadas por jornais locais, e a tentativa de criação de uma comissão para investigar o desvio de verbas públicas pela antiga administração do Hospital Câncer, então sob o comando do médico Adalberto Siufi, deu “pano prá manga” e oportunidades para nossos políticos, inclusive os mais destacados, nos brindarem com um punhado de asneiras.
De um lado, um grupo de imbecis querendo vincular um grau de parentesco inexistente do médico Adalberto Siufi com os irmãos Trad, com o deputado Luiz Henrique Mandetta e com o vereador Otávio Trad Martins, tentando enlamear tradicionais famílias campo-grandenses que, sem sombras de dúvidas, prestaram relevantes serviços à sociedade da Capital participando ativamente da criação de uma cidade pujante que recebeu de braços abertos muitos dos “sem origem” que aportaram na “Cidade Morena” ao caírem de um caminhão sem freios e que se realizaram politica e economicamente e por isto se julgam no direito de se comportarem como “donos da verdade”.
Não se trata aqui de estar fazendo uma defesa do médico Adalberto Siufi, que até poucos dias atrás era considerado um “homem de bem, um benemérito que ajudou a salvar muitas vidas”, mas que de uma hora para outra passou a ser a “bola da vez” no noticiário devido a envolvimento em um escândalo sem precedentes na área de saúde em nossa Capital.
O que nos chama a atenção neste episódio é o fato de que até pouco tempo a oposição, hoje comandando a Prefeitura da Capital, nunca lembrou que o médico benemérito era primo, cunhado, vizinho, amigo ou conhecido de nenhum dos integrantes das famílias que estão tendo seus nomes e suas histórias enxovalhadas de maneira mesquinha como se todos fossem “leprosos políticos”, “ladrões”, “corruptos” no mesmo patamar de um Zé Dirceu e Zé Genuíno, petistas CONDENADOS em última instância POR ROUBO do dinheiro público. Esta ação idiota é o mesmo que enxovalhar os nomes e as famílias de todos os “Josés”, porque os dois altos dirigentes petistas se chamam José.
Vou citar aqui apenas um exemplo da tentativa de montar “parentesco” (somente agora, no momento do inferno astral do Adalberto Siufi) com o vereador Otávio Trad Martins que é filho da advogada Fátima Trad e do médico Leandro Mazina Martins. É verdade, o vereador tem um parentesco “muito próximo” com o médico acusado de má gestão à frente do Hospital Alfredo Abrão (daqui um pouco vão fazer acusações contra a família do homenageado que deu nome ao Hospital), pois segundo os preceitos bíblicos ambos são descendentes de Adão e Eva.
Neste momento, os detratores se esquecem (não seria esquecimento, pois desconhecem a história de Campo Grande e os nomes que edificaram esta cidade), que o jovem vereador é sobrinho neto do saudoso Procurador de Justiça JOÃO ANTONIO DE OLIVEIRA MARTINS, que os imbecis não conhecem simplesmente porque acham que esta cidade que os acolheu veio do nada e que não foi construída por pioneiros em uma época em que isto aqui era o fim do mundo. Isto sem precisar dizer que ele é neto de Nelson Trad, o verdadeiro, e bisneto do pioneiro da industrialização de Campo Grande, o também saudoso HERCULES MANDETTA e também do comerciante Assaf Trad. Agora o parentesco “próximo” de Otavio Trad com o médico Adalberto Siufi se resume no seguinte: Ele tem uma tia avó que é viúva de um primo em segundo grau (Nasri Siufi) do acusado de má gestão à frente do Hospital. Já os Trad: Marcos, Fábio, Nelsinho e o Mandetta Luiz Henrique são netos do Hercules Mandeta (Pai da Sra. Terezinha e do médico Hélio Mandetta) também não têm ligação consanguinea com a família do médico, que, aliás, já prestou muito mais serviço à sociedade do que muitos que estão fazendo nas acusações com visível interesse político e financeiro. Luiz Henrique também é filho de Hélio e de Maria Olga, ela neta de Elisbério Barbosa.
Aos que estão fazendo parte da forte e bem remunerada campanha de desmoralização, aconselho que se informem sobre os nomes e a história das famílias citadas para entenderem que estão, com um fato isolado, manchando a própria história de Campo Grande, que para eles não tem nenhum valor.
Que o médico Adalberto, se comprovada a sua culpa, deve pagar pelo deslize cometido não há menor dúvida, o que não se pode aceitar é o envolvimento de pessoas que nada têm a ver com o episódio que provocou a competente ação do Ministério Público.
Estou temeroso porque também poderei ser envolvido no episódio porque o saudoso Nasri Siufi trabalhou comigo um período na Secretaria Estadual de Saúde, nos idos de 1979, quando perseguido pela direção da Universidade por suas convicções políticas foi requisitado para prestar serviços ao recém-criado MS. Eu era o chefe de gabinete do Secretário de Saúde deputado Federal Walter de Castro e recebemos o Siufi por indicação do amigo Dr. Heldir Ferrari Paniago. Com Siufi foram também Edmir e Eldo Padial. Mais um agravante, quase todos os finais de semana eu me reunia com o saudoso deputado Nelson Trad em sua residência e com toda a sua família e o querido Nelson tinha dois concunhados da família Siufi... Isto hoje é muito grave.
Apesar da campanha difamatória contra tradicionais famílias campo-grandenses, todos os citados têm orgulho da amizade e do grau de parentesco, quando existe, com a família Siufi e me incluo entre os amigos de muitos deles.
SE A MODA PEGA ...
Se esta palhaçada continuar por mais tempo o que pode ocorrer é o início de divulgações de nomes de parentes de alta autoridade municipal que foram envolvidos em crime de abigeato (roubo de gado... no Pantanal corumbaense), isto há mais de 38 anos e também a origem da fortuna de pessoas “ilustres” que poderiam estar por trás da campanha difamatória, que envolveria o enriquecimento através da agiotagem com passagens humilhantes na vida de pessoas humildes que “pegavam” dinheiro a juros escorchantes e perdiam bens matérias como máquinas de costura, carrinho de bebê, vaca de leite e terras, principalmente terras.
BOBAGEM PRÁ TODO LADO...
Ao se pronunciar sobre o episódio, o deputado Fábio Trad (PMDB/MS) conseguiu me decepcionar mais uma vez, pois entrou na onda, talvez por solidariedade, e propôs uma “negociação” à Câmara de Vereadores: Se criasse a CPI da Saúde, que implantasse uma CPI uma para “investigar a compra do apartamento de luxo pelo prefeito Alcides Bernal e os atos administrativamente falhos cometidos pelo prefeito”. Partindo do deputado federal que foi incluído entre os “10 MELHORES DO BRASIL”, para “nosso orgulho” eu me preocupo tremendamente e não quero nem passar perto dos piores. Ora, meu Deus, tamanha imbecilidade não poderia partir de um parlamentar que é, sem sombras de dúvidas, um competente advogado e ex-presidente da OAB/MS. Se fosse o Tiririca, o Popó ou outro iletrado eu aceitaria. Do Fábio, não. Se entre nós “Ele” estivesse, com certeza diria ”O Fabinho emburreceu).
A bem da verdade é preciso dizer que a Câmara de Vereadores agiu certo ao desistir da CPI da Saúde, posição muito bem explicada pelo vereador Alex, líder do prefeito, pois de fato o pedido de abertura da CPI não tinha um “fato definido”, e por outro lado as investigações já estão sendo feitas, com competência, pelo Ministério Público.
Por outro lado se há indícios de corrupção, malversação de dinheiro público, desrespeito as Leis pelo prefeito Alcides Bernal a Câmara de Vereadores tem OBRIGAÇÃO de investigar a fundo até que, as acusações se infundadas, livre o prefeito da campanha também difamatória que vem sofrendo. E para isso não seria necessária a intervenção indevida do deputado federal que deve se preocupar mais com os trabalhos em Brasília, para onde nós o mandamos para nos representar. E que o faça com competência.
Este comentário conclusivo, o faço até para demonstrar que não estou a serviço dos meus conhecidos de longa data e filhos do saudoso amigo de verdade Nelson Trad e que não tenho procuração para defendê-los, até porque pelo menos um deles poderia, na hora do aperto, negar a própria assinatura.
(*) Valdir Cardoso é jornalista e foi presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador por dois mandatos consecutivos, prefeito interino da Capital e deputado estadual. É diretor do site http://www.ojornalms.com.br/
terça-feira, 19 de março de 2013
MOKA PODE SER A OPÇÃO CONTRA DELCÍDIO
*) Valdir Cardoso
Citado pelo governador Eduardo Campos (PSB/PE), pré-candidato a Presidência da República, como um nome forte para a disputa da sucessão do governador André Puccinelli, o senador Waldemir Moka (PMDB/MS), demonstrando a maturidade de sempre não se mostrou “picado pela mosca azul”, mas seus companheiros do PMDB se mostraram satisfeitos com mais esta opção do Partido para as eleições de 2014.
![]() |
| Moka surge como uma nova opção e não significa nenhum tipo de problema para os correligionários do governador André Puccinelli |
PENSANDO BEM...
Se até o momento o PMDB ainda não havia ventilado a possibilidade do lançamento de Moka para o Governo por ter dois nomes já colocados com muita antecedência – o ex-prefeito Nelsinho Trad e a vice- governadora Simone Tebet – o surgimento, agora, de uma nova opção não significa nenhum tipo de problema para os correligionários do governador André Puccinelli, muito pelo contrário, mostra a pujança do Partido, enquanto que o adversário, no caso o senador Delcidio Amaral, filiado ao PT age de forma aberta com o intuito de sepultar politicamente o ex-governador e atual vereador da Capital José Orcírio, o Zeca do PT, que o patrocinou quando ele era um ilustre e desconhecido “filhote de tucano abandonado no ninho”.
![]() |
| Ex-prefeito Nelsinho Trad é um dos pré-candidatos do PMDB ao governo |
CANDIDATO ÚNICO?
Conforme o atento e independente jornalista Laureano Secundo postou em sua página no Facebook, o senador Delcídio Amaral “... é muito sabidinho, pois em 2012 pregou a pulverização de candidaturas e estranhamente, para 2014 se irrita quando surgem novos nomes”, dando a clara impressão que deseja ser candidato único à sucessão do governador Puccinelli sem assumir compromisso com ninguém... nem com o PT e tentar aniquilar de vez com o correligionário José Orcírio, como tentou impedir a eleição de Paulo Duarte em Corumbá.
![]() |
| Senador Delcídio parece quer ser candidato único ao governo em 2014 |
Mandou bem o senador Waldemir Moka quando afirma (em entrevista concedida ao Correio do Estado) que o senador “Pantaneiro de Florianópolis” pensa em vencer por WO, sem adversários e com uma meia dúzia de seguidores para implantar a sua oligarquia na política de MS.
![]() |
| A presidente Dilma é candidata a reeleição pelo PT |
Com certeza, faltando mais de um ano para a eleição de 2014 é muito difícil precisar o número de candidatos que concorrerão à sucessão do governador André Puccinelli, mas, em qualquer dos cenários que hoje se apresentam nunca teremos menos de três postulantes, uma vez que assim como o PMDB não vence a eleição sozinho, dependendo de aliança com PSDB, PDT, PSB ou até o PR, bem como diante do fato de que inevitavelmente teremos três no mínimo candidaturas fortes à Presidência da República – Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).
![]() |
| Senador Aécio Neves pré-candidato do PSDB a presidência |
![]() |
| Prefeito de Dourados, Murilo Zauith pode ser convocado pelo PSB para se apresentar como candidato ao governo |
![]() |
| Governador de Pernambuco, Eduardo Campos desponta |
O resto não passa de um “sonho de verão”.
(*) O autor foi vereador, prefeito de Campo Grande e deputado Estadual. É diretor do jornal eletrônico http://www.ojornalms.com.br/
terça-feira, 12 de março de 2013
Aberta a temporada do diálogo
Mesmo sem querer colocar a “carreta na frente dos bois”, o governador André Puccinelli dá demonstrações que está retornando à prática que o levou a sucessivas vitórias políticas desde que aportou em Campo Grande no início dos anos 80, quando assumiu o comando da secretaria estadual de Saúde, procurando manter diálogo franco e aberto com todas as correntes políticas do Estado.
![]() |
| E é através do diálogo que o governador vai conseguir conquistar seus objetivos |
Depois de ter apoiado os candidatos tucanos à Presidência da República em todas as eleições a partir de 1994, o PMDB de Mato Grosso do Sul patrocinou a eleição de dois senadores tucanos (Ludio Coelho e Marisa Serrano), bem como premiou os dirigentes partidários com cargos de Conselheiros no Tribunal de Contas do Estado (Waldir Neves e Marisa Serrano) investiu pesado e com extrema lealdade nas campanhas de Ricardo Bacha (1998) e de Marisa Serrano (2002), sem contar que a Secretaria de Educação do município, tão criticada durante a campanha de Reinaldo, sempre foi comandada por integrantes do PSDB e que, aliás, continua com a presença do professor José Chadid, agora na administração de Alcides Bernal.
Ao afirmar que política não se faz com “o fígado”, o governador está demonstrando que a prepotência, a arrogância e o” salto alto” estão – como sempre estiveram – do “outro lado” e o que ele mais quer é terminar o seu segundo mandato como governador com boa aprovação popular e eleger um sucessor que dê continuidade à obra de recuperação da credibilidade do poder público, implantada desde que recebeu um Estado sem moral perante a população e com seus dirigentes sendo processados por improbidade administrativa.
E é através do diálogo que o governador vai conseguir conquistar seus objetivos, pois ninguém consegue eleger o sucessor sem um amplo entendimento. Só o PT acredita que o seu candidato, já derrotado uma vez por André Puccinelli, tem força suficiente para vencer a eleição para governador.
E se isto acontecer a maioria das lideranças atuais estarão sepultadas, enterradas e riscadas do mapa, pois o senador “petista” tem como projeto enterrar os seus próprios companheiros, como é o caso do ex-governador Zeca do PT que, para o senador, está no seu verdadeiro tamanho político, ocupando o cargo de vereador da Capital.
Neste caso, engana-se o lépido senador, pois com a sua experiência, José Orcírio será um ícone na Câmara de Vereadores, pois não perdeu a humildade e muito menos o respeito dos seus verdadeiros companheiros.
Enquanto procura, como sempre fez, destruir lideranças emergentes dentro do seu partido, como tentou fazer com Paulo Duarte na “sua” Corumbá, o senador continua a sua luta para se tornar a única opção para a sucessão do governador André Puccinelli.
Nomes existem hoje e como ocorreu em Campo Grande, podem surgir surpresas em 2014.
Quanto à temporada do diálogo, aberta por iniciativa de Puccinelli, Delcídio não se entusiasma, pois se julga um novo messias, aquele que vai sanar todas as mazelas atuais da política de MS para, simplesmente, implantar aquelas que atendam apenas os seus interesses pessoais.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Murilo Zauith terá papel decisivo na eleição de 2014
O prefeito de Dourados, Murilo Zauith (PSB) saiu tão prestigiado das eleições de 2012 que parece compelido a disputar o governo do Estado em 2014, ainda que não queira. Seu nome tende a ganhar ainda mais visibilidade na medida em que o seu segundo mandato deslanchar. Cauteloso, prefere dizer que vai exercer papel destacado em 2014, mas não como candidato.
![]() |
| O Prefeito tem a convicção de que o sucesso de sua gestão o levará naturalmente a ser disputado pelos candidatos ao governo |
Murilo não descarta a possibilidade de vir a disputar o governo do Estado. Até sonha com esta possibilidade, mas não tem pressa. Tem certeza que a oportunidade virá e que para aproveitá-la bem terá que estar preparado. Governar Dourados para ele é o exercício necessário para se habilitar a novos desafios. Para o prefeito, fazer um bom governo é mais do que uma obrigação. É a oportunidade que tem para acumular capital político indispensável no futuro.
O Prefeito tem a convicção de que o sucesso de sua gestão o levará naturalmente a ser disputado pelos candidatos ao governo. Isso se confirma, tanto que na última quara-feira (6) manteve encontro reservado na Capital com o ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB) que tem se mobilizado para viabilizar sua candidatura ao governo do Estado em 2014.
O ex-prefeito da Capital foi cuidadoso ao comentar sobre a reunião. “Murilo é meu amigo pessoal de muitos anos, desde o tempo do meu pai, o saudoso deputado federal Nelson Trad, de quem ele também era muito amigo”, afirmou.
A pior opção para Murilo é cruzar os braços e não participar. E isso parece que ele não vai fazer. Tem dado declarações que pretende exercer papel decisivo nas eleições. Diz que vai fazer o máximo de empenho para o Mato Grosso do Sul seguir crescendo.
Murilo pode apoiar um nome da oposição que tenha chances de vencer as eleições. O Senador Delcídio do Amaral (PT) é o nome mais provável para enfrentar os governistas. Mas será que o prefeito o apoiaria? Ambos mantêm relacionamento político que indica algum grau de reciprocidade.
Neste segmento Murilo teria ainda a possibilidade de compor a chapa majoritária como candidato a vice ou ocupar vaga de candidato a senador.
Muirlo tem ainda a opção de apoiar um candidato do governo. Seria bem recebido no palanque e não precisaria fazer muito esforço para contribuir com o processo. Sua presença no palanque bastaria. Em caso de eleição do governista — tudo indica que o candidato será o o ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB) —, Murilo teria peso aparente no governo.
Murilo pode e deve participar de forma efetiva, contribuindo decisivamente para o Mato Grosso do Sul avançar. Se não quer ser candidato, deve apoiar um nome da sua confiança. Ganhando ou perdendo estará marcando posição e fazendo o exercício da política, fortalecendo a democracia e reforçando o seu nome para os próximos embates. Participar é o caminho.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Delcídio vai conseguir impedir que Zeca volte a comandar o PT?
*) Valdir Cardoso
Apesar de ser um assunto da economia interna do Partido dos Trabalhadores, a escolha do novo presidente do PT em Mato Grosso do Sul, que deverá ocorrer antes do final de 2013, chama a atenção da mídia e até de integrantes de outras agremiações partidárias, que nada têm a ver com os “companheiros” a não ser sérias divergências de ordem comportamental ou ideológica.
A disputa interna, que para os petistas é algo perfeitamente natural, surpreende pela enorme diferença de prestígio e histórico de serviços prestados ao partido que existe entre os dois postulantes ao cargo de maior expressão na hierarquia partidária do PT no Mato Grosso do Sul. Disputam o comando do partido o ex-governador José Orcírio, o Zeca do PT, vereador mais votado no pleito de 2012 na Capital, e o ex-vereador Marquinhos (famoso quem?), que entra na briga com o apoio do senador Delcídio Amaral, que não admite disputar o Governo com o “seu” partido sendo presidido pelo seu “correligionário” e criador.
A culpa, entretanto, é do próprio líder petista, que comeu o pão que “o Delcídio amassou com o rabo”, disputando uma campanha inglória pelo governo em 2010 e sendo vergonhosamente traído pelo então “companheiro” que abertamente trabalhava pela eleição do adversário, já pensando na eleição de 2014. O ex-governador abriu mão do direito líquido e certo de presidir o partido e comandar as conversações para ampliar as alianças, deixando que o seu correligionário/desafeto indicasse o presidente do Partido, pois o candidato ao Senado “não confiava seu criador e candidato ao Governo”.
Quando o senador anunciou que o presidente seria o ex-vereador “Marquinhos” a maioria dos petistas e gente da mídia entendeu que seria o corumbaense Marquinhos Martins, antigo integrante do Partido e acompanhava o senador desde o seu ingresso no partido em 1999, quando Delcídio deixou o PSDB, após a vitória de Zeca para o Governo. Ledo engano, o escolhido pelo senador “Pavão do Pantanal” era ninguém menos que o ex-vereador Marquinhos, creio que de sobrenome Garcia, que nem na terra de Zé Braquiária é reconhecido como liderança política.
Deu no que deu: o Partido que elegeu a sucessora de Lula, levou um banho de votos em Mato Grosso do Sul e encolheu, diminuindo ainda mais de tamanho na mal conduzida eleição para a Prefeitura da Capital em 2012, quando queimou mais uma liderança ligada ao ex-governador, através da candidatura de Vander Loubet que não recebeu nenhum tipo de apoio do senador, que agora quer por que quer manter o “seu” Marquinhos” na presidência do PT do Zeca.
Integrante da maior corrente que forma a sigla, o ex-governador desta feita não deverá abrir mão de comandar o seu partido, mesmo entendendo que o senador pode ter outra preferência e ser mal agradecido.
Agora, cá entre nós, que nada temos a ver com o PT: Quem tem mais condições de comandar o PT em Mato Grosso do Sul? O ex-governador Zeca do PT ou o Marquinhos “não sei das quantas”?
(*) O autor foi vereador, prefeito de Campo Grande e deputado Estadual. É diretor do jornal eletrônico http://www.ojornalms.com.br/
Apesar de ser um assunto da economia interna do Partido dos Trabalhadores, a escolha do novo presidente do PT em Mato Grosso do Sul, que deverá ocorrer antes do final de 2013, chama a atenção da mídia e até de integrantes de outras agremiações partidárias, que nada têm a ver com os “companheiros” a não ser sérias divergências de ordem comportamental ou ideológica.
A disputa interna, que para os petistas é algo perfeitamente natural, surpreende pela enorme diferença de prestígio e histórico de serviços prestados ao partido que existe entre os dois postulantes ao cargo de maior expressão na hierarquia partidária do PT no Mato Grosso do Sul. Disputam o comando do partido o ex-governador José Orcírio, o Zeca do PT, vereador mais votado no pleito de 2012 na Capital, e o ex-vereador Marquinhos (famoso quem?), que entra na briga com o apoio do senador Delcídio Amaral, que não admite disputar o Governo com o “seu” partido sendo presidido pelo seu “correligionário” e criador.
![]() |
| Ex-governador Zeca do PT, vereador mais votado para a Câmara da Capital no ano passado |
Quando o senador anunciou que o presidente seria o ex-vereador “Marquinhos” a maioria dos petistas e gente da mídia entendeu que seria o corumbaense Marquinhos Martins, antigo integrante do Partido e acompanhava o senador desde o seu ingresso no partido em 1999, quando Delcídio deixou o PSDB, após a vitória de Zeca para o Governo. Ledo engano, o escolhido pelo senador “Pavão do Pantanal” era ninguém menos que o ex-vereador Marquinhos, creio que de sobrenome Garcia, que nem na terra de Zé Braquiária é reconhecido como liderança política.
![]() | |
|
Integrante da maior corrente que forma a sigla, o ex-governador desta feita não deverá abrir mão de comandar o seu partido, mesmo entendendo que o senador pode ter outra preferência e ser mal agradecido.
Agora, cá entre nós, que nada temos a ver com o PT: Quem tem mais condições de comandar o PT em Mato Grosso do Sul? O ex-governador Zeca do PT ou o Marquinhos “não sei das quantas”?
(*) O autor foi vereador, prefeito de Campo Grande e deputado Estadual. É diretor do jornal eletrônico http://www.ojornalms.com.br/
sábado, 16 de fevereiro de 2013
André e ministro inauguram rodovia Bonito/Bodoquena sonho da população da Região
Um antigo sonho da população da região Sudoeste e do Pantanal está prestes a se tornar realidade: o governo do Mato Grosso do Sul entrega no dia 22 de fevereiro a obra de pavimentação asfáltica de 69,52 quilômetros da rodovia MS-178, que liga os municípios de Bonito e Bodoquena.
A solenidade terá as presenças do governador André Puccinelli e do ministro do Turismo, Gastão Vieira.
A parte final da obra lançada no final de 2012, pelo governador para pavimentar os últimos 14 quilômetros da rodovia faz parte do programa “MS Forte” e esta sendo executada com recursos viabilizados pela bancada federal do Mato Grosso do Sul, junto ao Governo Federal.
![]() |
| Governador André Puccinelli vai inaugurar MS 178 (Foto : Divulgação) |
A parte final da obra lançada no final de 2012, pelo governador para pavimentar os últimos 14 quilômetros da rodovia faz parte do programa “MS Forte” e esta sendo executada com recursos viabilizados pela bancada federal do Mato Grosso do Sul, junto ao Governo Federal.
Para o secretário de Obras e Transportes, Wilson Cabral, o asfalto novo entre Bonito e Bodoquena, além de desenvolver o turismo, irá melhorar o transporte, já que o trecho não era pavimentado.
“Sem dúvida irá incrementar o turismo, já que entre estas duas cidades existem várias pousadas”, destacou o secretário, lembrando que o trecho que será inaugurado está sendo finalizado com obras de sinalização.
A pavimentação da rodovia MS-178, ligando Bonito e Bodoquena vai fortalecer o turismo da região Sudoeste e das cidades que integram a Serra da Bodoquena.
Mais Obras
Outra obra a ser licitada tem um trecho total de 17,041 quilômetros de extensão e liga o Aeroporto de Bonito na MS-178 ao Rio da Prata. O custo estimado do serviço é de R$ 19.313.486.44 (contrapartida do Estado de 10% do valor) com recursos provenientes do Ministério do turismo. O prazo para a conclusão é de 18 meses. “É uma obra que irá reduzir o custo do transporte e irá melhorar a trafegabilidade, segurança e conforto dos usuários”, disse o secretário Wilson Cabral.
Até março também será licitada a restauração de um trecho de 59,84 quilômetros da pavimentação asfáltica da MS-339 entre Miranda (entroncamento com a BR-262) a Bodoquena (entroncamento com a MS-178. O custo estimado da restauração é de R$ 23.513.491,85 com recursos do BNDES.
Da redação com Brasília
Assinar:
Postagens (Atom)











