segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Hilário, se não fosse vergonhoso

O Governo da presidenta Dilma Rousseff baixou instruções PROIBINDO o uso da máquina pública na campanha eleitoral, impedindo que seus ministros utilizem aeronaves da FAB, recebam diárias ou outros benefícios quando do deslocamento pelo Pais para apoiamento a candidaturas dos representantes da base.

O interessante que a LEGISLAÇÃO ELEITORAL em vigor já veda este tipo de comportamento. Esta história faz lembrar a providência de um antigo delegado do Bairro do Cruzeiro, em Campo Grande/MS, que vendo a imprensa publicar matérias acusando servidores sob as suas ordens de desvio de conduta baixou uma portaria com a seguinte orientação: "FICA PROIBIDO QUALQUER ATO DE CORRUPÇÃO NESTA DELEGACIA". Seria hilário, não fosse vergonhoso.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Desagravo

* R. Ney Magalhães

O Silêncio e a omissão da FAMASUL e por extensão da CNA, entidades maiores representativas da classe ruralista do Mato Grosso do Sul e do País, tornou-se um episódio preocupante para a Democracia tão propalada e decantada nos últimos tempos.

A insegurança jurídica que se instalou no MS, agravada com os tristes acontecimentos relatados na mídia sobre problemas fundiários indígenas
ocorridos no município de Aral Moreira, na região da Tagí, causou forte comoção entre as famílias que vivem ou labutam no Campo, alavancando
o agronegócio, sustentáculo da balança comercial. Sendo responsável pela estabilidade econômica e manutenção do patamar do PIB brasileiro, segundo palavras da própria Presidente da Republica.

O Silêncio por parte das Entidades que tem como obrigação fundamental representar os Sindicatos Rurais, defendendo assim os interesses da produção de alimentos e em conseqüência do Estado, demonstrou para a Justiça e para a sociedade a concordância de serem os proprietários rurais, deste abandonado porem produtivo cone sul, simples posseiros ou invasores.

Dessa forma, ouvimos ou tomamos conhecimento dos fatos apenas por um dos lados envolvidos na questão. Órgãos da imprensa que se posicionam a favor dos invasores tentaram explicar as detenções sob o seu prisma.

Órgãos da justiça diante da inércia da representação sindical, embora com certa demora felizmente publicaram algumas luzes sobre o caso. Ficamos então cientes da detenção de dois respeitados cidadãos, tradicionais produtores rurais, proprietários e arrendatários de terras cultivadas e que cumprem suas funções sociais.

O arrolamento do Presidente do Sindicato Rural daquele município, mais ainda nos constrange por conhecer seu comportamento e espírito conciliatório. Este pequeno produtor rural ao tentar cumprir suas obrigações de presidente do sindicato, não recebeu a orientação e o respaldo devido pelas Entidades superiores.

Os Registros primitivos daquelas propriedades invadidas remontam ao principio do Século passado, com certidões quase centenárias, e sempre com domínio permanente e pacifico. Sendo alvo da historia do desenvolvimento desta fronteira, recebendo financiamentos e servindo de hipoteca para o Banco Central do Brasil desde os tempos dos ervais.

As propriedades devem estar, portanto absolutamente legais perante a Constituição Brasileira. Ao registrar este desagravo, como um simples companheiro produtor rural e ex-dirigente sindical, desejo me solidarizar com esses indefesos produtores de alimentos e com suas famílias, tendo a certeza de que o mesmo sentimento faz parte dos corações de milhares de ruralistas que pouco foram informados dos tristes fatos acontecidos.

Também a atual situação indigna em que vivem os indígenas, não pode ser esquecida. Principalmente os guaranis, que na fase áurea da exploração da erva-mate foram nossos leais parceiros e colaboradores, quando ajudaram a construir este Estado, que agora os abandona a própria sorte.

Pobres Índios guaranis. Pobres proprietários rurais vitimas da insegurança jurídica. Com a palavra o Congresso Nacional.

*Ex-Dirigente Sindical-77 anos.
Fundador da FAMASUL.
Produtor Rural em Amambaí.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Sem filiação partidária “candidatos Fantasmas” podem ser impugnados

Não conseguindo fazer coligação com outros partidos para a disputa pela Prefeitura da Capital sul-mato-grossense, o deputado Estadual Alcídes Bernal (PP) só conseguiu lançar uma chapa de candidatos à Câmara de Vereadores com apenas 28 nomes, dentre os quais o do vereador Lídio Lopes, que desistiu antes mesmo do registro.


Bernal tem garantido aos  “candidatos fantasmas” que “o Partido já ingressou com Recurso para manter suas candidaturas

Mas os problemas do radialista e candidato à sucessão não terminaram com a desistência de Lídio Lopes, pois a Justiça já impugnou quatro nomes constantes da lista de postulantes pelo PP, diante da comprovação de que eles não tinham filiação partidária.

De acordo com a Legislação Eleitoral o candidato deve preencher uma série de requisitos, sendo exigido – antes de mais nada – que ele esteja no pleno gozo dos seus direitos políticos, seja eleitor e FILIADO ao Partido pelo qual deseja disputar o pleito há pelo menos um ano antes da data da eleição.

No caso específico dos quatro candidatos que tiveram suas inscrições indeferidas pela Justiça Eleitoral – Atanaídes Cristaldo Cachado, o “Tanaka das Passagens”, Calixto Barroso Rodrigues, Enos Dias Medrado e Joana Angélica Jacob – o problema surgiu devido à existência de dupla filiação partidária e por não terem recorrido no prazo estabelecido, de 15 dias, quando poderiam optar por uma das legendas que encaminharam suas adesões. Passado o prazo o pretenso candidato está impossibilitado de disputar a eleição, pois não está filiado a nenhuma representação política.

GOLPE DO “João sem braços”

Mesmo sendo advogado e deputado estadual, o radialista Alcides Bernal e sua assessoria jurídica, por falta de conhecimento da Legislação, têm garantido aos já denominados “candidatos fantasmas” que “o Partido já ingressou com Recurso para manter suas candidaturas”. Se o PP ingressou com recurso pode até ser verdadeiro, porém se os candidatos forem mantidos na disputa seus votos – segundo a Legislação Eleitoral -  não serão computados nem para a Legenda. Desta forma a tentativa da coligação liderada por Alcides Bernal visa apenas manter um número mínimo de candidatos na chapa.

MAIS DESISTÊNCIAS

Segundo comentários que circularam nesta segunda feira, outros integrantes da chapa de Alcides Bernal estão dispostos a desistir da disputa, uma vez que todo o material de campanha (15000 santinhos) já se esgotou e quase nenhum dos candidatos está conseguindo localizar o candidato a prefeito, o que revela uma total falta de estrutura e de organização de campanha.    

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Delcídio ameaça processar quem veicular denúncia da “Carta Capital”


(*) Valdir Cardoso


Diante da repercussão da matéria de capa da Revista Carta Capital, que circulou no último final de semana, relatando que o senador Delcídio Amaral (PT/MS) provável candidato da oposição à sucessão do governador André Puccinelli (PMDB), teria seu nome relacionado como beneficiário da importância de R$ 50 mil em um documento que comprova a existência de um caixa 2 na campanha de Renato Azeredo (PSDB/MG) em 1998, onde aparecem os nomes de importantes figuras do PSDB de todo o Brasil, o parlamentar sul-mato-grossense se defendeu afirmando que não exercia atividade política na época.

Por outro lado, o senador, além de se defender do envolvimento no escândalo do “Valerioduto”, aproveitou para advertir, em tom de ameaça aos órgãos de imprensa independentes, estar “ tomando providências jurídicas que o caso requer” - não só em relação aos autores dos documentos que o incriminam-  e “também à revista (Carta Capital), mas, eventualmente, às suas indevidas repercussões”.

Senador deixa claro um recado à imprensa sul-mato-grossense
Mesmo usando uma linguagem baseada no “tucanês”, celebrizada pelo articulista José Simão, da Folha de São Paulo, deixa claro um recado à imprensa sul-mato-grossense e parece que todos entenderam, com exceção do SITE MIDIAMAX, pois o assunto que repercutiu intensamente por envolver um dos integrantes da representação de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional “passou em branco nas páginas dos jornais e nos noticiários das emissoras de TV do Estado. Isto teria ocorrido porque o envolvimento de políticos em ações criminosas já não representa nenhuma novidade ou ainda há órgãos de imprensa que temem a possibilidade do senador ser escolhido amanha para comandar os cofres estaduais? Fica a dúvida. 

AS INVERDADES DO SENADOR

O senador Delcídio do Amaral Gomez omite algumas verdades que somente uma parcela de bem informados sul-mato-grossenses conhece, principalmente quando afirma que em 1998 não tinha participação política. E como tinha!

Apenas para avivar a memória do leitor e do próprio senador, vamos aos fatos: Durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o senador Delcídio era diretor financeiro da Eletrosul (o “carguinho” sonhado pelo ex-deputado Dagoberto) e – ao mesmo tempo – presidia o Conselho de Administração da ENERSUL – antes da privatização – empresa que era comandada pelo então ex-deputado e senador Valter Pereira. Era o governo de Wilson Martins (PMDB).

Ao afirmar que em 1998 não era uma figura pública e que não participava da vida política sul-mato-grossense, o senador deve estar com amnésia em estágio muito avançado, ou brincando com a inteligência dos seus conterrâneos e que só merecem respeito aqueles que residem e investem em estados do sul-maravilha, principalmente em Santa Catarina.

Qualquer cidadão acima dos 30 anos minimamente informado e que reside em Mato Grosso do Sul tem conhecimento que o engenheiro Delcídio do Amaral Gomez, nascido em Corumbá e criado em São Paulo, retornou ao seu estado natal em 1996 para, como presidente do conselho de Administração da Enersul, comandar o processo de privatização da empresa. Ato contínuo assinou a ficha de filiação do PSDB, pasmem, com a presença do então todo poderoso ministro Sérgio Motta e da cúpula tucana que veio a Campo Grande para prestigiar aquele que deveria ser o candidato a governador do Partido na sucessão do peemedebista Wilson Martins. Neste caso NÃO HÁ CONTROVÉRSIAS, pois há fotos, vídeos e registro na imprensa escrita.

PRÉ CAMPANHA EM 1998

A partir daí o engenheiro percorreu várias cidades, dentre as quais Corumbá, Naviraí, Três Lagoas e Dourados, apresentando o seu plano de desenvolvimento como pré-candidato ao Governo do Estado pela coligação PSDB/PMDB,

A pré-candidatura de Delcídio pelo PSDB surgiu da cabeça de três influentes figuras da época: O juiz do TRT, Abdalla Jallad, genro do governador Wilson Martins, do presidente da Enersul, Valter Pereira de Oliveira, e do então deputado Flávio Augusto Derzi.

Sabem por que foram buscar uma figura nova, quase desconhecida?  Simples. Pesquisas encomendadas por todos os partidos mostravam que a maioria do eleitorado rejeitava os nomes de políticos antigos como Pedro Pedrossian e Lúdio Coelho. Queria renovação e ele era “o cara”.

Chegou a se reunir com a bancada governista na Assembléia Legislativa, formada por 19 deputados (muda o Governo, mas não muda a base) quando afirmou que teria R$ 30 milhões para a campanha. Foi um alvoroço: Vários parlamentares correram para suas bases e fecharam acordos já contando com a grana do novo patrocinador. Deu xabu. De Santa Catarina ele avisou:”a grana só sai depois das eleições” e ele precisava de um aval para fazer um empréstimo de R$ 8 milhões. Parlamentares se sentiram ludibriados e decidiram apoiar o também tucano Ricardo Bacha que foi para o segundo turno com Zeca do PT. As pesquisas estavam certas: Lúdio ficou fora da campanha e Pedrossian não conseguiu apoio para voltar ao Governo.

ENTRE BACHA E ZECA DO PT

No primeiro turno, “mineiramente”, o engenheiro que foi rechaçado pelo PSDB e pela bancada da base governista, acertou apoio ao candidato oficial, Ricardo Bacha, prometendo inclusive fazer parte da chapa de candidatos a deputado federal, desistindo poucos dias antes da convenção partidária.

Para o hoje senador Delcídio o 2º turno da eleição de 1998 foi realmente outra eleição: Depois das primeiras pesquisas que mostravam Zeca do PT com 62% da preferência do eleitorado, ele foi de “mala e cuia” para a campanha petista, quando se aproximou do mega empresário rural José Carlos Bunlai, participando inclusive da arrecadação de fundos para custear os gastos eleitorais. E as reuniões entre Delcídio, Zeca e o deputado federal eleito Bem Hur Ferreira eram realizadas na residência que ele passou a ocupar nos altos do Jardim São Bento, meses antes, quando era pré-candidato e precisava comprovar o domicílio eleitoral, pois quando vinha de Santa Catarina se hospedava em hotéis da cidade.

Depois da campanha vitoriosa de Zeca do PT, foi nomeado para uma diretoria da Petrobras, por indicação do ex-senador Jader Barbalho em conjunto com o deputado Flávio Derzi.

Já filiado ao PT foi convidado pelo governador para assumir a secretaria de Infraestrutura com o objetivo de torná-lo conhecido pelo eleitorado petista para disputar o Senado.

PELO SIM... PELO NÃO

O senador tem todo o direito de se defender e até o dever de provar a sua inocência, mas não deve correr o risco de ficar desacreditado ao escamotear a verdade. Pelo sim pelo não, ele jamais poderá esconder o seu passado de integrante do PSDB, agora se não foi beneficiado pelo esquema do “Valerioduto” conforme a publicação da Revista Carta Capital, deve mesmo partir para cima daqueles que fizeram a denúncia através de documentos. E o senador pode ficar tranqüilo que os seus “adversários” de Mato Grosso do Sul são tão incompetentes que não conseguem “plantar” notícias nem em jornais locais de pequena circulação. Portando se a matéria da Carta Capital, conforme ele sugere, foi “plantada” deve ser coisa que veio de cima... de “companheiros”.

(*) O autor é jornalista e foi presidente da Câmara de Vereadores da Capital, deputado /Estadual e prefeito de Campo Grande. É diretor do Site www.ojornalms.com.br e não é filiado a qualquer Partido Político.         

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Câmara municipal de Campo Grande: Aumento de vagas garante renovação

O aumento do número de vagas na Câmara Municipal de Campo Grande, que passou de 21 para 29 cadeiras e o surgimento de novas lideranças bem avaliadas pela população são fatores que aliados à desistência de quatro dos atuais integrantes do Legislativo da Capital Sul-mato-grossense e a quase certeza da derrota de ¼ daqueles que detém mandato na atual Legislatura, está garantido o aparecimento de pelo menos 16 “caras novas”, a partir de janeiro de 2013, no Plenário “Oliva Enciso”, onde são realizadas as sessões da Câmara de Vereadores da “Cidade Morena”, presidida pelo vereador Paulo Siufi (PMDB).



MULHERES NA CABEÇA
Bancada Feminina: Profesora Rose (PSDB), Grazielle Machado (PR), Thais Helena (PT) e Magali Picarelli (PMDB)
Contando hoje com apenas quatro representantes do sexo feminino – Professora Rose (PSDB), Graziele Machado (PR), Magali Picarelli (PMDB), e Thays Helena (PT), todas com amplas possibilidades de reeleição pela constante visibilidade na mídia e grande volume de serviços prestados à comunidade durante o exercício do mandato, o Legislativo campo-grandense ganhará, com certeza, um aumento significativo de integrantes da bancada feminina, pois em todas as coligações há candidatas com grandes chances de eleição.

No minúsculo PSC, que possui apenas um vereador (Herculano Borges) espera aumentar a sua bancada exatamente com o bom desempenho que poderão ter suas candidatas Pastora Marta, que mantém forte trabalho comunitário, e Juliana Zurzo, que foi candidata a deputada federal nas eleições 2010. Ambas têm se destacado neste início de campanha eleitoral, conquistando apoios importantes.

No PMDB se destaca ala feminina a advogada Carla Stephanini, presidente do diretório municipal do Partido na Capital e com amplo trabalho como comandante da Secretaria voltada para a política em defesa da mulher, do Governo de André Puccinelli.

Até o PP do deputado Bernal, com uma chapa muito frágil onde se destaca apenas o radialista Cazuza, a candidata Jackeline é uma das esperanças caso a legenda consiga emplacar o número de votos para eleger pelo menos um representante.

Antes os partidos só apresentavam candidatas para preencher os preceitos legais que determinam um percentual de representantes do sexo feminino, agora todos descobriram que aquele já foi chamado “sexo frágil” é muito forte em tudo... inclusive na política e isto ajuda a melhorar o conceito... Até no visual.

Pastora Marta (PCS), Carla Stephanini (PMDB) e Juliana Zorzo (PSC)

RENOVAÇÃO... TAMBÉM TERÁ CARAS “ANTIGAS”


Paulo Siufi, Edil Albuquerque, e Mário César, todos do PMDB
A renovação da Câmara da Capital, que será formada por 29 vereadores e vereadoras, não apresentará apenas “caras novas”, desconhecidas do eleitorado, pois terá o atual vice-prefeito, ex-vereadores, candidatos que disputaram sem sucesso outras eleições, até um ex-governador e um ex-deputado federal.

Neste ritmo tipo “reescrevendo a história”, surge o nome do vice-prefeito Edil Albuquerque (PMDB), ex-presidente da Câmara de Vereadores e titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da administração Nelson Trad Filho e secretário da Receita na gestão de Juvêncio Cesar da Fonseca. Ao lado de outros nomes fortes da chapa considerada a mais pesada desta eleição, formada por PMDB e PR, dentre os quais o ex-deputado federal Antonio Cruz; o presidente atual do Legislativo, Paulo Siufi; Dr. Loester, que deixou o seu velho PDT, mais envelhecido durante a gestão do ex-deputado federal Dagoberto Nogueira; vereadora Magali Picarelli; Dr Jamal; vereador Vanderlei Cabeludo; vereador Mário Cesar,vereadora Grazielle Machado, deverá ser o bloco puxador de votos do grupo com chances de eleger mais de 1/3 das 29 vagas.

O PT aposta firme na candidatura do ex-governador José Orcírio, o Zeca do PT, como puxador de votos que se não conseguir levar o candidato petista para o sonhado 2º turno, pelo menos poderá ajudar na eleição de outros companheiros, que poderão fazer companhia à vereadora Thays Helena e ao esforçado Marcos Alex.

No grupo de ex-vereadores, está o nome do nissei Wilson Oshiro que, apesar de estar afastado da política há mais de 10 anos, ainda mantém uma base eleitoral respeitável e pode ser um dos que voltarão ao Legislativo, com base em um trabalho executado ao longo dos seus dois mandatos como vereador. Está filiado ao PDT do vereador Paulo Pedro que também é candidato à reeleição.

Zeca do PT, Dr; Antônio Cruz (PMDB) e Wilson Oshiro (PDT)

NANICOS OU EMERGENTES ESTÃO NA ONDA


Vereador Carlos Borges - Carlão (PSB), Alceu Bueno (PSL) e Otávio Trad (PTdoB)
Partidos menores contam, com justa razão com expressiva votação para alguns dos seus representantes, dentre os quais o vereador Carlão (Carlos Borges do PSB), Herculano Borges (PSC), e o mais jovem representante da família Trad, o advogado e também apresentador de programa radiofônico, Otávio Trad (PTdoB), filho da irmã do prefeito campo-grandense e do secretário de Saúde do Município, Leandro Mazina. Já o PSL está coberto de razão ao deixar transparecer que poderá emplacar até dois nomes na composição da Câmara para o quadriênio 2013/2017, sendo que um deles será o presidente regional do Partido, empresário Alceu Bueno, que já disputou eleições sempre alcançando ótima votação. Evangélico, Alceu Bueno é uma das lideranças da Igreja Mundial, com milhares de fiéis na Capital, além de ter grande penetração na região norte de Campo Grande e apoio em diversos segmentos. Já o PSD do empresário Antonio João vem apostando em dois nomes: O Coringa, líder comunitário que mantém excelente trabalho na ampla região que integram As Moreninhas e está com uma campanha bem estruturada, e no assessor Delei, que trabalha há vários anos com o deputado Marcos Trad.


Vereador Herculano Borges (PSC) e Coringa das Moreninhas (PSD
VÔO SOLO

Dentre os partidos que buscam emplacar um nome mesmo concorrendo em chapa pura (nem tanto...), o PTB que aqui no MS sempre viveu a reboque do PMDB e nunca conseguiu sucesso (apenas uns “courinhos de ratos” e carrão para a família dirigente) tenta agora “aparecer na fotografia” com a possibilidade de “ter” um vereador na Capital, através de um amontoado de nomes onde se destacam o ex-vereador Robson Martins e o engenheiro Edson Shimabukuro, o My Body, que já concorreu em duas oportunidades, 2004 e 2008, e obteve expressiva votação. Ele é membro de tradicional família de imigrantes japoneses e é funcionário público estadual, começando sua carreira como professor antes mesmo de concluir o curso de engenharia na Universidade Federal de MS (antiga Universidade Estadual). Aluisio Borges, ex-vereador, ex-deputado estadual e diretor regional da Conab (antiga Cobal) esteve entre os prováveis candidatos do PTB, mas por entender que esta será uma eleição atípica abriu mão da disputa para tentar moralizar o PTB municipal. Missão difícil para quem está no Partido do “mensaleiro” e “alcagüete” Bob Jefferson, que deve fazer o velho Getulio se revirar no túmulo.

Robson Martins e Edson Shimabukuro - MyBody  do PTB e Adão da Graça do PTN

Outro partido que está com chapa única e tem apenas um nome viável eleitoralmente é o PTN, que faz sua estréia na eleição da capital, capitaneado pelo batalhador Adão da Graça que foi candidato a vereador e deputado estadual. Sua candidatura na eleição atual é a aposta do Partido para se firmar. Missão difícil, porém não é impossível, sob a graça de Deus.

CÂMARA DA CAPITAL É REFERÊNCIA E VITRINE

Uma das reclamações da população que acompanhava com interesse os assuntos debatidos no Legislativo campo-grandense antes mesmo da cidade ser elevada à categoria de Capital do Estado se relaciona ao fato de que há alguns anos a principal atividade dos vereadores tem sido a apresentação de homenagens até a figuras meia-bomba, socialites emergentes, empresários envolvidos em falcatruas e títulos de “visitantes ilustres” até para jogador de futebol aposentado, havendo esporádicas ações que beneficiem realmente a comunidade que os edis dizem representar.

A Câmara Municipal teve entre seus membros figuras que entraram para a história de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, dentre os quais Arnaldo Estevão de Figueiredo, que foi eleito governador de Mato Grosso na eleição que marcou o fim da ditadura Vagas em 1945; Arthur D’ávila Filho, o advogado e escritor Oclécio Barbosa Martins (homem de coragem extraordinária e autor do livro “Em Defesa da Soberania Nacional”, Plínio Barbosa Martins, Joaquim Guilherme ( o primeiro vereador eleito pela UDN com votação exclusiva no Bairro Amambaí), Paulo Coelho Machado,  Oliva Enciso, Maria Widal Roma, Roberto Vasconcelos, Nelson Trad (o Pai), Willian Maksoud, Paulo Simões Corrêa, Roberto Vasconcelos ( cassado pelo golpe militar de 1964),  David Balaniuc, S. Eloy Pereira, David Balaniuc, Pedro Pereira Dobes, Félix Balaniuc,Valter Pereira de Oliveira. Chafic João Thomaz, Rudá Azambuja Santos, Eduardo Contar Filho, Humberto Canale Junior, Francisco Giordano Neto, Antonio Braga, Yvon Moreira do Egito, Albino Coimbra Filho, Ricardo Trad, Leon Denizart Conte, Marisa Serrano, Aurélio Cance Junior, Juvêncio Cesar da Fonseca, João Pereira da Silva, Willian Puía e mais recentemente Nelson Trad Filho e Youssif Domingos e tantos outros.


Acima- Vereadores Dr Ricardo Trad (Arena), Armando Tibana (Arena), Plínio Barbosa Martins (MDB), o prefeito Marcelo Miranda (Arena), vereadores Eduardo Contar (Arena), Albino Coimbra Filho (Arena), Aurélio Cance Júnior (MDB) e Tetsuo Arashiro (Arena). Abaixo - vereadores Leon Denizart Conte (Arena), Odilon Nakazato (MDB), Marisa Serrano (Arena), Valdir Cardoso (MDB), Felix Balaniuc (Arena), Nelly Bacha (MDB) e o vice-prefeito Alberto Cubel Brull. Vereadores eleitos em 1976 - não estão na foto Chafic João Thomaz e Ivom Moreira do Egito Filho, ambos da Arena.
 Assim como a Taça São Paulo de Futebol, que reúne equipes recheadas de futuros craques, servindo de vitrine para o crescimento na carreira profissional, a Câmara de Vereadores da Capital é a vitrine que revela figuras que cresceram muito na política estadual, com destaque para o ex-vereador e ex-governador Arnaldo Estevão de Figueiredo, exemplo seguido por Plínio Barbosa Martins, que foi prefeito, voltou a ser vereador e teve dois mandatos de deputado federal, Juvêncio Cesar da Fonseca, que foi presidente da Câmara, senador da República e prefeito de Campo Grande, Oliva Enciso, Antonio Braga, Eduardo Contar, que foram eleitos deputados estaduais depois de presidir a Câmara Municipal, e Albino Coimbra, que depois da presidência foi prefeito e deputado federal, assim como Valdir Cardoso que depois da presidência foi prefeito interino e se elegeu deputado estadual e Marisa Serrano que além de vice-prefeita na primeira eleição de Nelson Trad Filho, foi candidata ao Governo de MS em 2002 e se elegeu senadora em 2006, na primeira eleição do governador André Puccinelli. Atualmente Nelsinho Trad é o representante da “vitrine Câmara Municipal”, tendo sido eleito deputado Estadual como o mais votado na eleição de 2002 e, depois se elegeu prefeito da Capital, sendo reeleito em 2008. É nome mais cotado para a sucessão do governador André Puccinelli, pelo PMDB.     

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Proposta de união instável ou demonstração de fragilidade?

 

(*) Valdir Cardoso

Mesmo antes do início efetivo da campanha para a escolha do sucessor do prefeito Nelsinho Trad, de Campo Grande, os três partidos que aparecem fantasiados de “oposicionistas” (PT, PP e PSDB) pregam uma união um tanto estranha “para enfrentar o candidato do PMDB em possível segundo turno”, dando uma demonstração de fraqueza e falta de um compromisso ideológico ou mesmo preocupação em apresentar um programa de Governo que seja superior ao que o PMDB vem realizando na capital de Mato Grosso do Sul durante as últimas duas décadas.

Para a criação deste verdadeiro “Frankstein Político”, que seria o candidato da coligação PSDB/PT/PP, as lideranças dos três partidos têm dois tipos de discursos, um para o público externo e outro para a militância. Internamente o PT diz não acreditar na possibilidade do “tucano” ir para o segundo turno e, portanto, não correria o risco de aparecer na foto com os adversários para a eleição de 2014, quando PT e PSDB estarão, de novo, disputando o comando do País através da presidente Dilma Rousseff (PT) e do senador Aécio Neves (PSDB), enquanto o PP estará, como sempre, ao lado daquele que vencer o pleito para continuar “mamando nas tetas da Viúva”.

Por seu lado, os “tucanos” pensam de forma inversa, pois entendem que o julgamento do “Mensalão petista” mostrará aos eleitores quem são os verdadeiros “ficha suja”, que tentaram empurrar o julgamento pelo STF “para depois das eleições”.

É obvio que dentro das duas agremiações existem grupos que não aceitam a parceria de fachada com o adversário a nível nacional e a primeira reação em Mato Grosso do Sul partiu exatamente de um ex-xiita e hoje parceiro do PMDB, o deputado Pedro Kemp que afirmou para a imprensa que jamais apoiaria um candidato dos tucanos “que deixaram esta herança maldita para o PT depois de oito anos do Governo Fernando Henrique”. Depois foi convencido que este apoio era apenas uma “brincadeirinha” do senador Delcídio que quer de fato se aproximar ainda mais do PMDB e do governador André Puccinelli.

No PT a rejeição ao PSDB é tão grande que a direção nacional do Partido interveio no Diretório Municipal de Sidrolândia para impedir o apoio ao candidato dos tucanos, recomendando a coligação com o parceiro nacional, o PMDB do vice-residente da República, Michel Temer. Se na pequena Sidrolândia os petistas não aceitam acordo com o PSDB como aceitariam na Capital que detém 33% do eleitorado do Estado?
E o PSDB que discurso teria para atacar as realizações da administração peemedebista, uma vez que participou diretamente das gestões de André Puccinelli e de Nelsinho Trad.

Também o PSDB tenta acalmar os seus, através da premissa que o PT entrou na disputa muito desgastado devido às divergências entre o senador Delcídio Amaral e o ex-governador José Orcírio.

Se por ventura um dos dois – PT ou PSDB – chegar ao segundo turno qual, liderança nacional teria coragem de se apresentar em um palanque com inimigos mortais que só têm em comum o envolvimento nos escândalos nacionais, como – por exemplo – o governador Marconi Perilo (PSDB/Goiás) envolvido na CPI do Cachoeira e o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu, réu no processo do “Mensalão Petista” onde é
acusado de ser o chefe da quadrilha que comprava apoio no Congresso Nacional?

Na verdade o acordo entre PT e PSDB está baseado em uma frágil união instável, com cada um pensando de uma forma: “vamos fingir que estamos juntos e depois a gente vê quem vai ser traído”.


(*) o autor é jornalista e foi vereador, presidente da Câmara da Capital, deputado estadual e prefeito de Campo Grande.

 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Floyd teve mais sorte que Scooby


Quando publicamos a foto do Scooby, que foi arrastado por seus donos em uma moto até ser deixado no Centro de Controle de Zoonose, todo ferido, constatamos que a sorte dos animais também pode ser diferente, comparando-o com o nosso “cãozinho” Pitbul, o FLOYD, que também foi espancado e abandonado em um terreno baldio no final de outubro de 2011. 

Ele estava com dificuldades de se locomover e nós o adotamos no dia 2 de novembro. Dia de Finados que marcou praticamente o renascimento da alegria do belo exemplar da raça Pitbul Americano (American Staffordshire Terrier), que se tornou também a alegria de todos os integrantes do O JORNALMS.

Nós o adotamos através de um anúncio publicado no Facebook e não nos arrependemos, isto porque hoje está saudável e é nosso grande amigo. Veja o vídeo do banhozinho do Floyd com o Jackson e Dennys Auttobelli. O vídeo foi gravado pelo Dennys. 

O segredo da recuperação do Floyd está em algumas sessões de fisioterapia e acupuntura e muito carinho. Se alguém quiser adotar o Scooby é só entrar em contato com a Abrigo dos Bichos.