quarta-feira, 16 de maio de 2012

Nome do ex-deputado Ary Rigo vira palavrão


Na manhã da última terça feira parlamentar que adora fazer “pegadinhas” aprontou uma sensacional com os seus colegas que estavam reunidos em um importante gabinete da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul quando entrou abruptamente, indagando em voz alta: “Vocês viram quem saiu hoje no jornal?” e- diante de um sinal negativo e desinteressado da maioria dos deputados presentes- ele mesmo tascou a resposta: “O Ary Rigo”, foi o que bastou para que todos, dentre os quais aqueles que dão uma de “santinhos do pau oco”, indagassem assustados:
Fantasma de ex-deputado ainda assusta
 “E desta vez o que o “gaucho” falou? Jogou “caca” no ventilador de novo?”. Satisfeito o gozador, deputado de primeiro mandado e, portanto, não viveu os dias de “glória e bonança” da “era Rigo”, disparou uma gargalhada tranqüilizando a todos: “Ele só apareceu na foto, não falou nada. Foi apenas citado por jornal da Capital como um dos aniversariantes do dia”. O fato apenas retrata a situação atual do antigo operador da Assembléia Legislativa, instituição que ele presidiu e foi ordenador de despesas como primeiro secretário da Mesa Diretora, quando comandou um esquema que beneficiava integrantes dos três Poderes, delação involuntária gravada pelo jornalista Eleandro Passaia, de Dourados, que culminou com investigação do Conselho Nacional de Justiça –CNJ – que investiga o crescimento patrimonial de pelo menos cinco desembargadores.

NÃO ASSUME

É ponto pacífico que mesmo com a possível eleição de atuais deputados para prefeituras do interior no pleito municipal deste ano, o ex-deputado Ary Rigo, como suplente, jamais voltará ao Legislativo sul-mato-grossense. Se não tiver os seus direitos políticos suspensos pela Justiça poderá, em caso de convocação, alegar problemas particulares para assumir o mandato o que poderia fazer aflorar o assunto dos desvios de verbas públicas e promiscuidade no relacionamento entre os Poderes, conforme suas próprias palavras.
Considerado um “homem-bomba”, o fantasma das ações de Ary Rigo ainda paira sobre todos os poderes de Mato Grosso do sul de forma que sua volta à cena política fica totalmente inviabilizada, sendo que ninguém em sã consciência pode avaliar quanto isto poderá custar ao Estado e à classe política.
Na verdade, o nome do ex-parlamentar virou palavrão entre os atuais deputados e nunca é pronunciado em voz alta.      

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Outros pré-candidatos podem desistir da disputa pela sucessão de Trad

A recente previsão do prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, de que o número de postulante seria reduzido começa a se confirmar, depois da desistência de Dagoberto Nogueira. Outros postulantes, que pareciam embalados, começam a cair na realidade e podem “jogar a toalha” a qualquer momento. Hoje ainda aparecem oito nomes como pré-candidatos representantes de vários partidos, mas antes do final de maio o número poderá cair para cinco ou até quatro.

INABALÁVEIS, MAS NEM TANTO...

Candidaturas que podem ser consideradas inabaláveis, na verdade, só mesmo as de Edson Giroto (PMDB), Vander Loubet (PT), Reinaldo Azambuja (PSDB) e, no máximo mais dois nomes que podem ser extraídos do rol dos “inabaláveis... mas nem tanto” que é formado pelos pré-candidatos Athayde Nery (PPS), Alcides Bernal (PP), Antonio João Hugo Rodrigues (PSD), Elizeu Amarília (ou outro nome do PSDC) e Iara Costa (PMN), cada um com justificativa perfeitamente aceitável, pois cada qual sabe onde “o calo aperta” e que uma candidatura baseada em projeto amadorístico pode levar o seu condutor e o partido a um vexame eleitoral e ninguém está disposto a entrar nesta perigosa e cara aventura. A “briga” é para profissionais.


Vander Loubet (PT), Edson Giroto (PMDB), Reinaldo Azambuja (PSDB)
ATAYDE: FORTALECENDO O PPS

Athayde Nery e o seu PPS, que parece ter abandonado a sombra do enorme chapéu do PMDB, poderá rever a sua decisão de disputar a Prefeitura diante da possibilidade de ser convidado a integrar a chapa encabeçada pelo tucano Reinaldo Azambuja (PSDB), que não descarta esta possibilidade, mesmo sabendo que o projeto do PPS seja o de marcar posição independente para eleger um número maior de vereadores. Tudo é uma questão de conversar.
Athayde Nery (PPS)

PSD, SEM TEMPO NA TV

Apesar de continuar municiando seus pré-candidatos à Câmara de Vereadores, o empresário Antonio João Hugo Rodrigues (PSD) já dá demonstrações de que poderá mudar o seu projeto político, adiando-o para 2014, quando tentaria conquistar uma vaga na Assembléia Legislativa ou Câmara Federal. O principal motivo que estaria mudando os planos de Antonio João seria a quase certeza de que o seu Partido teria um tempo insignificante no horário eleitoral o que o impediria de expor à população o seu projeto para Campo Grande. Como se sabe, a decisão sobre a tempo ao qual o PSD teria ainda não foi decidido pelo TSE, o que poderá acontecer a qualquer momento com resultado desastroso para o Partido de Gilberto Kassab.
Antonio João (PSD)

ELIZEU... SEM COMPROMISSOS

Mesmo sabendo da disposição de outros três integrantes do seu partido que se apresentam como pré-candidatos, o presidente regional do PSDC, Elizeu Amarilha, tem demonstrado disposição de manter a candidatura própria, apesar da total falta de estrutura para o desenvolvimento de uma campanha mais vigorosa. Ele afirma que não tem compromisso e muito menos interesse em apoiar qualquer um dos partidos maiores envolvidos na disputa. Aguardar para ver...
Elizeu Amarilha (PSDC)

PMN, AINDA SEM RUMO?

O PMN de Adauto Garcia e Iara Costa estão mesmo sem rumo na sucessão em Campo Grande. Enquanto o primeiro manifesta certo interesse em fechar com o candidato do PMDB, Iara Costa é vista muito mais próxima do representante do PSDB é a confirmação de que a candidatura própria já é assunto do passado. O certo é que continuarão juntos... Com Giroto ou com Azambuja. Só Deus sabe.
Iara Costa (PMN)

 BERNAL, UMA INCOGNITA EM QUEDA LIVRE

Depois de propalar aos quatro cantos que “liderava as pesquisas” para a prefeitura da Capital, o deputado Alcides Bernal (PP) dá demonstrações que está aguardando algum tipo de proposta para cair na realidade. Sem chapa forte de candidatos a vereador e atritado dentro e fora do seu Partido, que herdou por influência direta do senador Delcídio Amaral, o radialista e parlamentar começou a sentir o peso e a possibilidade de fracasso de uma candidatura embasada apenas na popularidade conquistada nas ondas do rádio, uma vez que o eleitorado campo-grandense tem demonstrado ao longo do tempo que não escolhe o seu prefeito baseado na “popularidade”, na profissão ou origem do postulante, mas sim na melhor proposta para a cidade.
Alcídes Bernal (PP)
Em quase todas as eleições, dos últimos tempos, nunca o candidato que apareceu na frente ganhou as eleições: assim aconteceu com Juvêncio Cesar da Fonseca (1985), Ludio Coelho (1988), Juvêncio(de novo, em 1992), André Puccinelli (1996) e Nelsinho Trad (2004), pois naquela época quem tinha a preferência do eleitorado era a então deputada federal Marisa Serrano, que acabou sendo a vice do peemedebista.

Já em queda livre, Bernal recebeu a notícia de que o bem avaliado vereador e primeiro suplente de deputado estadual Lídio Lopes (PP) não disputará a reeleição, pois é quase certo que após a eleição municipal estará assumindo a vaga de deputado.

Outro motivo que deve ter norteado a decisão do vereador Lídio Lopes é a postura ditatorial do deputado Alcides Bernal na presidência do PP, o que já provocou a afastamento de inúmeras lideranças tradicionais do Partido. Por ou lado, possivelmente o sagaz vereador deve ter entrado na campanha que tem como lema “Não coloque toucinho no rabo de porco gordo”, isto é: não incentive candidaturas que possam encobrir interesses meramente pessoal, sem projeto ou compromisso partidário.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

2014: Sucessão em compasso de espera


(*) Valdir Cardoso


Com idas e vindas patrocinadas pelos dois postulantes à sucessão do governador André Puccinelli em 2014, prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) e senador Delcídio Amaral (PT) e com uma importante eleição municipal neste ano, a eleição majoritária de 2014 entra definitivamente em compasso de espera, uma vez que ambos têm colhido frutos preciosos quando calados e perdido grande parte da colheita ao se pronunciarem ou tomar posições em momentos inadequados.

O SURFISTA

Conforme já foi definido por competente e bem informado analista político, o senador Delcídio age, sem nenhum pudor como se fosse um experiente “surfista”, aproveitando as “ondas” mais favoráveis para fazer suas incursões, porém quando sente que a onda está “morrendo” retorna ao ponto de partida no aguardo de uma nova oportunidade para pontuar.

Ocorre que algumas “ondas” são falsas e acabam levando o “surfista” a “quebrar a cara”, como ocorreu com a promessa de apoio ($$) à pré-candidatura do vereador Ângelo Guerreiro (PSD) à Prefeitura de Três Lagoas, provocando uma aproximação maior do grupo da vice-governadora Simone Tebet com o prefeito campo-grandense, selado com um pronunciamento do deputado Eduardo Rocha, esposo da vice-governadora, que declarou da tribuna que “o nosso candidato ao Governo em 2014 será o prefeito Nelson Trad Filho”.

Como o candidato adversário da prefeita Márcia Moura (PMDB) está demonstrando não ser nenhum fenômeno eleitoral, o “senador surfista” já está, discretamente, se afastando do projeto que tinha em mente de derrotar o grupo de Simone Tebet em Três Lagoas e o pré-candidato do PSD já está encontrando sérias dificuldades para ter um contato direto com o petista.

“SURFANDO” NA FRONTEIRA

Assim também ocorreu em Ponta Porã, onde havia “pego uma carona” na onda do prestígio do prefeito Flávio Kayat (PSDB), o senador Delcídio investiu pesado em uma “nova onda” na cidade fronteiriça desta feita numa tentativa dentro do seu próprio partido, quando patrocinou a filiação da advogada Sudalene Machado Rodrigues no PT, incentivando sua pré-candidatura à sucessão de Kayat.

Senador com sua pré-cxandidata em Ponta Porã, esposa do Meia Agua - Foto divulgação Facebbook
  Um pequeno imprevisto nesta nova “onda”: o marido da advogada Sudalene, introduzida no PT pelas mãos do senador, Cláudio Rodrigues, mais conhecido pela alcunha de “Meia Água”, tem uma “capivara” quilométrica, que faz inveja aos nossos “bandidinhos interioranos”. “Meia Água”, que cumpriu pena por homicídio em São Paulo é hoje um mega empresário da fronteira e dono de uma fortuna que deve ter caído do Céu, mas já foi descoberto e está recolhido a uma cela em presídio fora de Ponta Porã, por suposto envolvimento no desaparecimento de Daniel Georges, o “Danielito” como também no assassinato do jornalista Paulo Rocaro e de um policial militar.

Como era de se esperar, o senador petista abandonou a “onda”, afirmando que a escolha do candidato (a) do PT à prefeitura da cidade fronteiriça é um problema do Diretório Municipal do Partido. E sobre a esposa de “Meia Água” não quis se manifestar afirmando que a “conhecia de vista”.

”SURFANDO” NAS ÁGUAS DO RIO PARAGUAI

Profundo conhecedor das águas pantaneiras, pois nasceu em Corumbá, onde viveu até os 14 anos e só retornou já de cabelos grisalhos, pegou uma onda “magistral” em sua cidade, ao assumir publicamente o compromisso de apoiar “o candidato a prefeito indicado pelos integrantes da Câmara de Vereadores, mesmo que o escolhido não pertencesse ao PT”.

Mais uma “onda” enganosa, pois Câmara de Vereadores não tem status de Partido Político e ninguém combinou com aqueles que decidem: os eleitores. Na primeira tomada de intenção de votos o projeto mostrou-se inviável e a “prancha” dos vereadores naufragou, pois o nome da preferência popular era o do deputado estadual Paulo Duarte, do PT. Obviamente o senador recuou, deixando os vereadores “a ver navios”.

NELSINHO: FALANDO FORA DE HORA

Por seu turno, o mais provável candidato do PMDB à sucessão do governador André Puccinelli, prefeito Nelson Trad Filho, de Campo Grande, não está demonstrando firmeza na disposição de enfrentar o petista, deixando claro que se ”Se eu estiver mal na pesquisa o que eu vou fazer lá? Eu defendo quem estiver melhor na pesquisa”, conforme declarou ao Site Midiamax, na manhã de terça feira.

Prefeito só entra na disputa se estiver bem nas pesquisas Foto Amparim Lakatos/midiamax.com

Isto tudo depois do governador André Puccinelli afirmar que se juntar ao PT nas eleições de 2014 é algo hipotético e que acredita no bom desempenho do prefeito campo-grandense. E se não estiver bem nas pesquisas não precisará nem desistir porque o próprio governador e o Partido tomarão a iniciativa de escolher outro candidato para substituí-lo.

Só falta agora o pré-candidato do PMDB afirmar, se for escolhido para representar o partido na eleição para governador, que “não queria ser candidato. Preferia estar pescando no “Touro Morto”, ops, pescando com o Antonio João lá no Piquiri”.

Em eleições anteriores, o eleitorado demonstrou que só vota naqueles que têm vontade, prazer mesmo de governar e o prefeito Nelson Trad Filho está menosprezando seu próprio potencial, pois quem conseguiu recuperar a popularidade junto à população depois do malfadado episódio do IPTU de 2011 não tem o direito de temer o julgamento das urnas.

“DECLARAÇÃO CHINFRIM”

Se ainda estivesse entre nós, aquele que foi o guru que norteou os passos do prefeito campo-grandense durante toda a sua existência, e consultado fosse, com certeza, o repreenderia, dizendo, no seu linguajar peculiar: “Nelson, sua declaração foi chinfrim e não coaduna com o seu nível de sagacidade e inteligência. Vá à luta, filho”.

(*) O autor é jornalista e foi vereador, deputado estadual, prefeito de Campo Grande. É diretor do Site WWW.ojornalms.com.br 

       

terça-feira, 17 de abril de 2012

Prefeito apoiou Expogrande de forma "Nunca antes vista na história deste Pais"

Omisso em todos os momentos da luta travada pela quase centenária Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul –ACRISSUL- , o prefeito Nelsiinnnho Trad, deu os ares da sua graça na abertura da 74ª Expogrande, acompanhado por um séquito comandando pelo “brilhante” Rodrigo “não sei das quantas” Aquino para cobrar a sua contribuição ao agro-negócio de MS: “bancou” os custos do cerimonial do evento comandado por uma envelhecida e desajeitada Sra. de nome Marisa, que, de maneira prepotente, se dirigia aos convidados da Acrissul que se encontravam na tribuna de Honra da entidade: “Dá licença, este local é reservado só para autoridades”, expulsando jornalistas e convidados dos verdadeiros donos da festa. “Autoridades” para a “baba ovos” eram só os integrantes da “comitiva” daquele que tentou “matar” a realização do maior evento do agro-negócio do Centro Oeste.

Colaboração do prefeito ficou restrita, portanto, ao vexame patrocinado pela “loirosa”
A colaboração do prefeito ficou restrita, portanto, ao vexame patrocinado pela “loirosa” que, creiam, conseguiu se sair pior do que a sua incompetente chefe.

Campo Grande já teve como chefe do Cerimonial o Luiz Humberto Aspesi e, principalmente, - durante a administração Pucinelli na Prefeitura, a verdadeira “hostes” Maira Rezende, que deve dar graças a Deus por não fazer parte da desorganizada equipe do cerimonial da administração da Prefeitura da Capital. Saudades da Maira.

Para o prefeito sobra a crítica sincera e justa que o remete ao terreno da total incompetência, pois quem não consegue formar uma equipe de cerimonial pelo menos próxima do razoável, nunca terá condições de chegar ao comando do Estado, além de não possuir perfil para tão dura empreitada. “Tradinho” vai acabar nos condenando a sermos –nos sul-mato-grossenses- governados por aventureiro que aqui caiu de para quedas, por obra e graça de Flávio Derzi e Valter Pereira. #VAIQUEÉTUA,PARAQUEDISTA  

VENENOS & MUITO +

“Caso Demóstenes” causa diarréia geral  

Senador Demóstenes foi pego coma a "boca na botija"
Pego com a “boca na botija” o até então inatacável senador Demóstenes Torres (Goiás), ex-DEM, que virou a verdadeira “Geni” da política brasileira  acabou por provocar um verdadeiro alvoroço entre integrantes de   Partidos das mais variadas colorações em todos os Estados brasileiros. Foi como alguém ter jogado “caca” no ventilador. Parlamentares até agora considerados acima de qualquer suspeita tiveram e têm ligações perigosas com contraventores que exerceram e exercem larga influencia em todas as áreas do poder – Executivo, Legislativo e Judiciário -. Em Mato Grosso do Sul não é diferente e se algo vier à tona pode manchar a ficha que pretensos candidatos ao Governo do Estado em 2014.

Fichas “quase” limpas

Lembrando de velhacarias políticas, vale destacar que tem muito “neguinho e branquinho” também dando uma de ficha limpa e na hora que o “pau começar a comer solto” todos cairão na vala comum, pois surgirão coisas prá lá de cabeludas, dentre as quais histórias envolvendo “políticos inatacáveis”.

PMDB DE CORUMBÁ: ADESISTAS ISOLADOS

Deputado Estadual Paulo Duarte, pré-candidato a prefeito em Corumbá

Integrantes da “banda podre” do PMDB corumbaense estão praticamente isolados e sem “pai nem mãe” na eleição que escolherá o sucessor do prefeito Ruiter Cunha, pois aderiram à campanha do senador Delcídio Amaral (PT) em 2010 e agora, com o apoio generalizado à candidatura do petista Paulo Duarte ficaram completamente à deriva do processo. Quem mais anda chorando as pitangas é o raivoso vereador Ozeas Ohara que está se sentindo traído. Gentileza gera gentileza e traição gera traição, nobre edil.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cai o número de pré-candidatos à prefeitura de Campo Grande


Com a desistência anunciada pelo ex-deputado federal Dagoberto Nogueira de concorrer à Prefeitura da Capital, optando por apoiar a candidatura do peemedebista Edson Giroto, a disputa pela sucessão do atual prefeito campo-grandense está ficando restrita a cinco ou, no máximo seis nomes, uma vez que o PNM que planejava lançar Iara Costa deverá fechar com o candidato do PSDB, deputado Reinaldo Azambuja. Também o pré-candidato do PPS, vereador Athayde Nery, estuda uma composição também com o “Tucano”, podendo figurar como vice na chapa do Partido de Aécio Neves. Athayde não confirma a desistência, mas dá a entender que é uma opção viável. A estas mudanças se soma a decisão anunciada recentemente de uma união entre PSD, com Antonio João, e o PP de Alcides Bernal. Fechando estes entendimentos ainda embrionários, o quadro de pré-candidatos seria formado por Vander Loubet (PT), Edson Giroto (PMDB/PDT), Reinaldo Azambuja (PSDB/PPS), Antonio João/Alcides Bernal (PSD/PP) e Elizeu Amarilha do PSDC.
Edson Giroto (PMDB/PDT) deverá buscar novos e antigos parceiros como o PSL

Coligações possíveis

Assim como Reinaldo Azambuja vem conquistando espaço em diversos setores, principalmente entre antigos aliados do PMDB, dentre os quais o cobiçado DEM, pelo seu tempo de TV e pelo respaldo eleitoral do deputado Luis Henrique Mandeta, o deputado Edson Giroto (PMDB/PDT) deverá buscar novos e antigos parceiros como o PSL, que está montando uma forte chapa de candidatos a vereador e é comandado por Alceu Bueno e Raimundo Nonato de Carvalho, e o PTB que tem apenas o tempo de TV e possibilidade mínima de agregar qualquer outro tipo de valor ao candidato que vier a apoiar. Giroto também conta com o apoio do PTdoB, tradicional parceiro do seu Partido.

Pré-candidato do PSDB, Azambuja, atualmente ele só conversa sobre as eleições de 2012
Athayde Nery, estuda uma composição também com o “Tucano”

Dando como sério o compromisso do PP com o PSD não é difícil prever que o candidato será o empresário Antonio João, uma vez que pelos critérios pré-estabelecidos serão levados em conta a pontuação nas pesquisas e a estrutura de campanha, isto porque o “poder de convencimento” daquele que tem estrutura é infinitamente maior do que a do outro que tem apenas bom desempenho em tomadas de opinião pública feitas antes do período eleitoral.
Aliança entre PP e PSD deve ter como candidato o empresário Antonio João

Irredutível em sua decisão de disputar a eleição majoritária, o protético Elizeu Amarílha (PSDC), que já concorreu ao Governo em 2006, não abre mão da candidatura própria, pois entende que o Partido só cresce quando disputa os cargos majoritários, mesmo sem grandes chances de vitória, completando que “não podemos viver a reboque dos partidos maiores”.

PSDC não pode ficar a reboque dos partidos maiores, defende Amarilha

Mesmo conseguindo a propalada união entre o senador Delcídio Amaral e o ex-governador José Orcírio, o deputado Vander Loubet (PT) vem encontrando certa dificuldade para expandir o seu arco de alianças para a disputa em Campo Grande, tudo isto por conta da falta de cumprimento dos compromissos assumidos pelos comandantes da campanha de Zeca do PT ao Governo em 2010. Apesar de bem avaliado, dentro e fora do PT, Vander paga pelos erros de outros “correligionários”, que até hoje sonham com uma aproximação com o governador André Puccinelli. Até o tradicional parceiro de todas as horas, o PCdoB vem conversando política com partidos que estão fora da influencia petista.

Vander Loubet (PT) vem encontrando certa dificuldade para expandir o seu arco de alianças

Coligações improváveis

Da mesma forma que manda recados ao governador Puccinelli, prometendo apoio em 2014, lideranças petistas sonham formar um grande arco de apoio à provável candidatura do senador Delcídio Amaral ao Governo do Estado, com uma coligação repetindo a união a nível nacional – PT/PMDB – possibilidade já amplamente rechaçada pelas lideranças peemedebista, o PT agora procura o PSDB para fechar um acordo em vários municípios para frear o crescimento do PMDB, já pensando no pleito de 2014.

Para o pré-candidato do PSDB à prefeitura da capital, deputado federal Reinaldo Azambuja, atualmente ele só conversa sobre as eleições municipais de 2012 e “2014 só discutirei em 2014, lembrando que o PSDB tem um nome já lançado para disputar a Presidência da República, que é o senador Aécio Neves (MG).”

quarta-feira, 11 de abril de 2012


Sucessão ou Samba do Crioulo Doido?



PT quer “parceria” com PSDB e Dagoberto se lança vice de Giroto

Dois fatos relativos à sucessão do prefeito Nelson Trad Filho, do PMDB, movimentaram de forma intensa os meios políticos de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul: primeiro a tentativa do PT de se aproximar do PSDB em pelo menos 18 municípios interioranos e acenando com uma possibilidade de parceria em um provável segundo turno na Capital para enfrentar o candidato peemedebista, deputado federal Edson Giroto; e, em segundo lugar, a estranha adesão do ex-deputado federal e aliado petista na última eleição, Dagoberto Nogueira (PDT), ao projeto capitaneado pelo governador André Puccinelli e pelo prefeito Trad Filho.

Presidente Regional do PDT, Dagoberto Nogueira
O primeiro fato não chega a ser surpresa para aqueles que acompanham a política local, uma vez que, em busca de apoio para o seu projeto de voltar ao Governo do Estado na eleição de 2014, o PT, comandado pelo ex-governador José Orcírio e pelo senador Delcídio Amaral, tem acenado com apoio do partido a uma ainda não decidida candidatura do governador André Puccinelli (PMDB) ao senado, pedindo em troca o apoio ao nome do senador Amaral para o Governo do Estado. Rechaçado por Puccinelli e toda a bancada peemedebista na Assembléia o petista José Orcírio continuou se insinuando para o seu mais ferrenho adversário, provocando respostas hilárias do atual governador que, em determinado momento chegou a afirmar que “eles (petistas) querem se aproximar dos bons, mas eu e o PMDB já temos candidato à minha sucessão, no caso o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, que só não será candidato se não quiser, mas ele quer”.

De forma mais incoerente ainda os petistas partiram agora para uma nova empreitada: conquistar o apoio do PSDB do deputado Reinaldo Azambuja para enfrentar o PMDB de Nelson Trad Filho e de André Puccinelli, batendo o recorde nacional no quesito “proposta indecente”. O “tucano”, que de bobo não tem nada, ouviu a “cantada” e se “fechou em copas”, evitando fazer qualquer tipo de comentário sobre a inusitada aproximação com o PT, uma vez que aceitando a “união promíscua” vai rachar o seu partido e, ao mesmo tempo, abrir espaços para aqueles que defendem internamente à manutenção da aliança com os peemedebistas. Ao mesmo tempo dará motivos para agentes do PMDB assediem as bases do PMDB que não admitem “pica pau petista” no “ninho tucano”. Figura proeminente do PSDB chegou a afirmar, preocupado: “vai dar caca e nós vamos acabar perdendo a oportunidade de conquistar o apoio do Luis Henrique Mandeta (deputado federal do DEM)”.
Deputado Federal Reinaldo Azambuja (PSDB)


DAGOBERTO, O DESISTENTE, FICOU SURDO

Propalando aos quatro cantos que tem mantido permanente contato com o Conselheiro João Leite Schimidt, o presidente do PDT sul-mato-grossense, ex-deputado Dagoberto Nogueira, parece estar com sérios problemas de audição, uma vez que sai da conversa com o hábil ex-presidente do Partido, age de forma ingênua, utilizando-se de “jogadinhas” infantis que não enganam a mais ninguém, principalmente as “cobras criadas” que habitam a selva da política sul-mato-grossense.

Agora, por exemplo, começou uma conversa com o PMDB, depois de passar um ano tentando ser o único candidato das oposições para enfrentar o candidato a ser lançado por Puccinelli e Trad, e nem esperou a conclusão dos entendimentos para se auto-proclamar como candidato a vice prefeito na chapa encabeçada pelo deputado federal Edson Giroto, colocando o “carro na frente dos bois”.

Isto tudo depois de ter ficado mais de um ano afirmando que apoiaria o senador Amaral para governador em 2014, com a esperança de ser convidado para assumir a Diretoria Financeira da Eletrosul (vixi!), onde certamente aplicaria seus profundos conhecimentos na gestão do dinheiro público, adquiridos durante o governo de Zeca do PT, quando comandou o DETRAN/MS. Cansado esperar pela nomeação na Eletrosul, abriu mão do cargo para o qual nunca foi convidado, avisando que seria “candidato a prefeito de Campo Grande”, coisa que ninguém acreditou, pois havia uma quase certeza absoluta de que Dagoberto estava querendo apenas negociar a posição de vice na chapa peemedebista.

Depois de “ser desistido” do alto cargo federal, para o qual não foi convidado, o pedetista aceita, antes mesmo de ser chamado, ser o vice na chapa do PMDB, temendo que apareça alguém que tenha o perfil desenhado pela cúpula partidária para ser companheiro (a) de Edson Giroto: a) Pertencer a outro partido que não o PMDB; b) Ser Mulher; c) Ter conduta ilibada. Bem pensado, o ex-deputado só preenche o primeiro critério: não pertence ao PMDB.

Como já desistiu do cargo federal e de ser pré-candidato a prefeito de Campo Grande, tudo indica que ele poderá desistir da pré-candidatura a vice.

Pré-candidatos a prefeito de Campo Grande

Diante da linha de não “inserir toucinho em capado gordo”, o Site O JORNALMS não dá espaço para aqueles que se lançam como pré-candidatos à sucessão municipal com o único objetivo de transformar a “candidatura” em moeda de troca. Portanto consideramos que, neste momento, são postulantes a uma indicação partidária para concorrer à sucessão do prefeito Nelson Trad Filho os seguintes políticos: Edson Giroto (PMDB/PDT), Vander Loubet (PT) Reinaldo Azambuja (PSDB), Antonio João Hugo Rodrigues ou Alcides Bernal (PSD/PP), Athayde Nery (PPS), Elizeu Amarília (PSDC) e Iara Costa (PMN).