Entre momentos de extrema confiança nos destinos da Pátria e decepções com lideranças políticas nas quais acreditava cegamente, muito cedo eu aprendi que, apesar de tudo nunca, jamais, podemos perder as esperanças no futuro da nossa Pátria, fadada a ser, um dia, um País de verdade, comandado por gente honesta e que respeita o dinheiro público, que não massacra indígenas, que não pune produtores que querem trabalhar, que devolve ao cidadão, através da prestação de serviços de qualidade, acesso à Educação, ao lazer, à Cultura, ao direito de ir e vir e ganhos reais que não necessitem de complementação através de enganações como "bolsa família", "bolsa fome zero", "bolsa zuca" e tantas outras artimanhas para acobertar os roubos praticados por aqueles que prometeram tudo e só enganaram.
Ainda garoto, assisti a decepção da minha família (udenista doente... só podia ser doença) lamentar a derrota do Brigadeiro Eduardo Gomes para o esquema do ditador Getúlio Vargas, ao mesmo tempo que via o jovem dr. Wilson Barbosa Martins perder a eleição para prefeito da pequenina Campo Grande em 1950 para o médico Ary Coelho de Oliveira. Nem tudo estava perdido, pois a "nossa" UDN ( União Democrática Nacional), elegia o médico Fernando Corrêa da Costa governador do velho Mato Grosso.
Cinco anos depois, eu já com 10 anos e leitor assíduo da coluna do Carlos Lacerda no Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, espalhava "Santinhos" do candidato a deputado Federal Fernando Alves Ribeiro (Tico) e do general Juarez Távora para presidente da República. O Tico foi eleito, o Juarez perdeu, assim como o candidato a governador Rachid Saldanha Derzi (UDN) perdia para o cuiabano João Ponce de Arruda (PSD).
Vieram outras eleições como a grande alegria com a vitória do conterrâneo Jânio da Silva Quadros, em 1960, a posse do João Goulart (PTB) depois da renúncia do presidente. Logo em seguida fui para São Paulo, mais precisamente para o bairro Campestre em Santo André, onde além de trabalhar em uma fábrica de tacos, aos dezessete anos, morar na casa de um cunhado com idéias "estranhas", para um "udenista" do interior do Mato Grosso. O "Cara" - o cara mesmo - Sebastião Bueno Camargo - era comunista e me falava sobre política. Encurtando a história: o meu cunhado me convenceu que a esquerda era o caminho para o Brasil que eu já sonhava. Sebastião, pai da Maura, da Maria Lucia e da Sônia, foi casado com a mana Ilda, que aos 83 anos mora em Campo Grande, no Bairro São Conrado. Sebastião DESAPARECEU em São Paulo nos anos mais terríveis da Ditadura, em 1969. Nunca descobrimos onde seu corpo foi parar ou onde foi "desovado".
Entre esperanças e decepções optei pelo jornalismo e, posteriormente através do DR. PLÍNIO BARBOSA MARTINS ingressei na política partidária pelo extinto MDB. Através do Plínio, conquistei apoio de boa parcela da esquerda campo-grandense ( naquela época existia ideologia) - professor Itamar, os irmãos Eudes e Celso Costa, família Trad, com o Nelson já punido pela ditadura- conquistando dois mandatos de vereador, sendo que primeiro mandato vereador não tinha nenhum tipo de remuneração, muito menor café da manhã pago pela Câmara.
Este preâmbulo todo só tem um objetivo e, como diria o meu saudoso amigo NELSON TRAD (O PAI):" É preciso que as pessoas fiquem sabendo que existimos e mantivemos nossa esperança porque um dia este pais vai mudar, com a gente presente ou após a nossa partida".
E se as mudanças que esperamos durante tantos anos estão acontecendo agora, posso me considerar um privilegiado: Estou presente e continuo sendo BRASILEIRO: PROFISSÃO ESPERANÇA.
terça-feira, 25 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
Enquanto isso no Face: Delcidio não entende protesto e leva "ralo"
Os movimentos de protesto que pipocam no Brasil têm em comum com os dos outros países a ausência de lideranças. Eles possuem identidade no mérito mas não se enquadram aos modelos vigentes. Daí a dificuldade em entendê-los.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
CONFRONTO EM SIDROLANDIA: PT QUER JOGAR A CULPA EM PUCCINELLI
Valdir Cardoso (*)
Faixa colocada em praça central de Campo Grande é a prova do
desespero dos petistas sul-mato-grossenses com a falta de ação do Governo
Federal na busca de uma solução para o gravíssimo problema do confronto que se
estabelece entre indígenas e produtores rurais em Sidrolândia e Aquidauana. A
faixa de inspiração petista traz uma mensagem prá lá de idiota:
“AGRONEGOCIO+ESTADO=MASSACRE DE INDÍGENAS.
A tentativa imbecil de jogar indígenas e produtores rurais
contra o governador André Puccinelli (PMDB) fica clara no sentido dúbio da
frase criada pelos governistas. Como se sabe o Estado, no caso é O GOVERNO
FEDERAL que, de acordo com a nossa Carta Magna, é o RESPONSÁVEL pela TUTELA dos
povos indígenas e, portanto, senhor de todas as ações em relação aos direitos e
deveres dos integrantes da comunidade indígena, através de uma Fundação Federal
que é a FUNAI.
Às prefeituras e o s governos estaduais ficam com os
problemas criados pela inoperância da FUNAI, mas não tem poderes de interferir
em assuntos indígenas. Enquanto isso a FUNAI incentiva o confronto, até para
justificar a sua existência como legítima sucessora do extinto e corrupto SPI,
Serviço de Proteção ao Índio, sepultado depois de comprovados atos de corrupção
apontados em um relatório que mostrava o roubo praticado pelo SPI contra as
nações indígenas que vão desde a venda de terras indígenas a terceiros de boa
fé até a distribuição de medicamentos com vírus transmissores de doenças tropicais
que provocaram o maior genocídio da história contemporânea.
Agora neste Governo do PT, os governistas não querem de
forma alguma reconhecer à inoperância federal na questão indígena, tentando
tapar o sol com a peneira e transferindo a culpa para os governos estaduais.
Aqui no Mato Grosso do Sul, os petistas querem aproveitar o problema para
tentar afastar o governador André Puccinelli da presidente Dilma,
transformando-o no culpado pelos problemas indígenas que começaram logo após a
Guerra do Paraguai, quando índios Terena foram massacrados nas linhas de frente
das tropas brasileiras, quando o Imperador determinou a vinda de Forças armadas
para garantir a posse das terras doadas àquela etnia em “reconhecimento pela
participação e bravura dos guerreiros terena durante o confronto com os
paraguaios no sul e sudoeste de Mato Grosso .
Se por acaso o PMDB de Mato Grosso do Sul apoiar Eduardo
Campos (PSB) ou Aécio Neves (PSDB) na disputa com a presidente Dilma, a culpa
será exclusiva do PT sul-mato-grossense que não admite dividir espaço com
ninguém, nem com os companheiros do ex-governador Zeca do PT e muito menos com
os correligionários do vice presidente Michel Temer.
Enquanto isso os correligionários do soberano senador
Delcidio do Amaral Gomez continuarão a executar o plano de afastar todo e
qualquer tipo de parceria política para dar a primeira vitória ao PT em Mato
Grosso do Sul em uma eleição presidencial. E vão tentar provar que a culpa é do
André.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Enquanto isso no Facebook...
( via Edson Alkontar )
Viernes, 17 de Mayo del 2013 Hora 10:05:16
Uma notícia veiculada pelo blogueiro Joselito Muller deixou muita gente indignada ontem: "Senado aprova pagamento de bolsa mensal de R$ 2.000,00 para garotas de programa". Hoje o blogueiro explicou o real motivo de ter veiculado o post e desculpou-se por ter usado o nome de uma Senadora do PT. Leia na integra:
Quando mentiras cretinas passam a se tornar verossímeis, é sinal que o país vai mal
A postagem publicada em meu blog na qual afirmava que o Senado havia aprovado projeto de lei que concedia bolsa de dois mil reais mensais a garotas de programa, teve uma repercussão que jamais pensei.
Leia Aqui a postagem
No referido texto, afirmei que o tal projeto era de autoria da senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo, mas depois, dada a repercussão, modifiquei o nome da suposta autora para “Maria Rita”.
A senadora publicou em seu site uma nota desmentindo a “notícia” (leia aqui) e disse ainda que colocaria a Policia Federal no encalço do autor da mesma, no caso, eu.
Solícito, disse à senadora pelo twitter que, caso ela quisesse, poderia informar meu nome completo e minha localização para poupar trabalho à PF, pois considero que seria mais profícuo que ela – a PF – dedique seu tempo a vigiar as fronteiras e tentar amenizar a entrada de cocaína que as FARC’s e a Bolívia enviam para o Brasil ao invés de correr atrás de mim.
Até o momento em que escrevo estas linhas, não obtive resposta.
Devo admitir, vá lá, que foi leviano de minha parte atribuir à parlamentar a autoria de um projeto inexistente.
Minha conduta é passível de reparação, caso sua Excelência queira me processar e, no âmbito do processo, comprove que sofreu danos em função de meu humilde post.
Redijo o presente não com escopo de me retratar, mas para expressar minha preocupação com o fato de que mentiras descabidas, redigidas em linguagem supostamente jornalística são verossímeis atualmente no Brasil.
Isso é um sintoma de que algo vai mal na política nacional, e demonstra que representantes dos poderes da República vem protagonizando atos capazes de deixar o povo estarrecido. Por isso qualquer absurdo se torna crível no Brasil de hoje em dia!
Exemplos não faltam, tais como a proposta de reforma do Código Penal, que quer punição mais rígida para quem pescar cetáceos em época de gestação, ao passo que torna o aborto de um ser humano um crime de menor potencial ofensivo, cuja pena máxima seria de dois anos de detenção e jamais teria o condão de colocar ninguém na cadeia.
Um país onde um parlamentar custa cifras absurdas ao erário, ao passo que o trabalhador convive com terríveis privações cotidianas; onde criticar o partido que encabeça o governo é taxado de golpismo, como se seus membros fossem a medida do bem e do mal; um país onde 38% dos alunos do ensino superior não sabem ler nem escrever é um cenário fértil para que o absurdo se torne rotina.
Reitero a afirmação de que, caso a senadora queira me processar, informarei meu nome completo e endereço, mas não posso me conter em afirmar que, caso este que vos escreve fosse um “blogueiro progressista”, daqueles que ganham migalhas pra adular o PT e o governo, e Sua Excelência Ana Rita fosse filiada ao DEM, ou até mesmo ao PSDB, a ameaça de me calar por meio do aparelho repressivo do Estado seria qualificada como fascismo e seria repudiada por vários setores “progressistas” Brasil a fora.
Sem querer me nivelar com ninguém, devo rememorar que O Pasquim, que fazia humor em linha que tento erremedar, sobreviveu à ditadura militar, não obstante a censura institucionalizada.
Meu humilde blog, no entanto, em pleno estado democrático de direito, corre o risco de se calar por ter deixados algumas pessoas poderosas ofendidinhas.
Esse é o país dos absurdos verossímeis!
* Vejam aqui o que a presidente Dilma achou disso tudo: http://joselitomuller.wordpress.com/2013/05/16/presidente-dilma-baixa-medida-provisoria-proibindo-blogueiros-de-mentirem-e-serem-ironicos/
* Não entendeu o texto? Então leia esse outro aqui: http://joselitomuller.wordpress.com/2013/05/17/nota-de-esclarecimento-para-quem-tem-deficit-cognitivo/
terça-feira, 30 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
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